Comendo acerola no quintal da casa da vó.








Helena está lendo tudo. Passa o dia lendo de placas na rua até rótulos de produtos na mesa do café. Na hora de dormir, escolhe um livro para ler sozinha. O preferido da vez é uma enciclopédia de bichos que nós temos. Nos divertimos com os animais esquisitos e com aqueles que não conhecemos. Até o cão-da-pradaria, que nunca ouvimos falar. Mas a menina dúvida da existência do bichinho. "Né, mãe, que não existe cão na padaria?"


Eu já tinha visto este texto no Zé Beto há um tempão e sempre que lembrava ficava fuçando no blog dele pra tentar resgatar. Sem sucesso. Hoje ele postou de novo e não resisti à tentação de roubar (honestamente). É que tenho uma história curiosa com o Jamil Snege. Ele foi um dos primeiros (grandes) caras que entrevistei no começo de carreira. Diferente de hoje, quando termino tudo em 30 minutos, fiquei umas 3 horas na agência dele. Conversamos sobre todas as coisas do mundo sem medo do tempo. No final, ele me presenteou com todos os livros dele publicados até então (era década de 90, ainda, mas isso é detalhe demais). Todos autografados. Exibo na estante, com graça e orgulho, todos eles. Por isso, ó:






Uma gata que sabe voar
Não tá dando tempo de fazer nada aqui em BH que não seja trabalho. O local dos desfiles é longe do hotel, na Lagoa dos Ingleses (nessa da foto de ontem aqui do lado, registrada por mim). Demoramos uma hora pra chegar até lá. "Perdemos" uma hora alguns dizem. Eu vou até lá olhando pela janela da van, único jeito que encontrei de conhecer um pouco a cidade. Ainda não fui ao mercado. Ainda não comi pão de queijo e nem doce de leite. Fui na Bonomi, dica de um "anônimo" aqui do Blog porque uma entrevista coincidiu de ser lá. É uma graça. Mas não tomei vinho e nem almocei porque o tempo corria. O tempo devia parar, às vezes, pra gente olhar a lagoa. Essa aí é artificial. Mas quem saberia? O tempo é uma lagoa.

O que é um ponto vermelho no meio da multidão? É a Elke Maravilha assistindo ao desfile de abertura do Minas Trend.




Os olhos dela estavam borrados de silêncio e ela não conseguia dormir. Levantou-SE esbarrando com o inevitável do espelho. Negro. Dentro e embaixo deles. Os olhos dela estavam borrados. A vida dela, um pouco.
Tinha comprado esse arroz há um tempão pela embalagem bonitinha e pelos valores agregados (quinua e linhaça, além dos grãos integrais). Resolvi fazer para acompanhar o franguinho caipira ao molho de vinho, comidinha de domingo. Puro ficou bom, mas esses dias inventei uma fórmula mágica e rápida para preparar, desde que ele esteja prontinho na geladeira. É só ralar uma abobrinha branca e refogar na manteiga com alho desidratado (porque nem sempre há tempo e vontade de descascar alhos frescos), picar delicados pedacinhos de espinafre, vinho branco se tiver (eu não tinha), acrescentar o arroz sete cereais + quinua e linhaça, misturar bem. Por último, creme de leite fresco para melecar (mas não tem necessidade, se quiser ser mais saudável). Servir com um mix de pimenta ralada na hora. Fica uma delícia. Mas eu sou suspeita. Tava com fome.