segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Férias no interior

Comendo acerola no quintal da casa da vó.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Agora sim


Recesso.

Bonitinho e ponto.



E viveram felizes para sempre

A polêmica de 'A Princesa e o Sapo' fica só na promessa. A nova animação da Disney é politicamente correta e insossa

Nada de piadinhas espertas ou recursos tecnológicos inovadores. ''A Princesa e o Sapo'', a mais recente produção da Disney, aposta na clássica versão tradicional das animações infantis. Tem suas particularidades, mas abusa de uma série de clichês, transformando a primeira princesa negra da história dos filmes da Disney em uma animação politicamente correta e bonitinha, mas que não traz nada de novo no reino dos contos de fada.

O longa conta a história de Tiana e suas peripécias na descoberta do verdadeiro amor. As aventuras da princesa começam com sua busca para realizar o sonho de montar um restaurante. De uma família humilde, ela transita pela alta sociedade acompanhando a mãe, que costura para família ricas. Mas sabe diferenciar o próprio mundo e por isso trabalha, trabalha e trabalha. Até conhecer um príncipe que, na verdade, está prometido para a sua melhor amiga abastada e abobalhada.

Mas o príncipe vira sapo e Tiana, que não é nenhuma princesa no início da história, entra no brejo de gaiata e se transforma em uma rã simpática e até bonitinha. Como é muito mais forte e empenhada do que o próprio príncipe, um boêmio falido apaixonado por música, é ela quem vai conduzi-los no caminho que pode levá-los ao retorno à forma humana.

E nesse ''tortuoso'' caminho eles encontram uma série de personagens fanfarrões, um crocodilo músico, um vagalume apaixonado por uma estrela (e que surpreendentemente tem um desfecho trágico para os filmes infantis da Disney), uma feiticeira cega e muita, muita música da era do jazz e que, traduzidas, não chegam a ser um primor do delicioso gênero. A estética psicodélica presente em várias partes do filme e que pontuam as músicas são, no entanto, um alento para a história arrastada.

Os personagens parecem não ter sintonia entre si e os próprios protagonistas não são dotados de carisma. Juntando todos esses critérios apáticos, o filme marca a volta da Disney aos filmes 2D, na contramão das animações que apostam nos recursos tecnológicos como a terceira dimensão. A polêmica do filme em ter uma protagonista negra (exatamente no ano em que os Estados Unidos elege um presidente negro) não se justifica. As reclamações aconteceram antes do lançamento e forçaram algumas alterações.

O nome original de Tiana, por exemplo, seria Maddy, mas após protestos de que o nome era uma referência pejorativa à escravidão, a Disney decidiu alterar. O filme também teve seu título mudado, já que originalmente se chamava ''A Princesa Sapo''. Tantas concessões talvez sejam o motivo da animação ter se tornado um produto correto e engraçadinho, mas sem nenhum diferencial. O conto de fadas às avessas, prometido na divulgação, se transforma, na verdade, em um historinha bem tradicional, em que só um final conta: o de viver feliz para sempre.

Katia Michelle
Equipe da Folha

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Autorretratos


Meu primeiro emprego foi numa escola, dando aula de artes para crianças. Mas não era uma escola comum. Por acaso, aos 16 anos, eu descobri um universo mágico e um método pedagógico que, obviamente, nunca tinha ouvido falar. A escola Sempre Nova, que já fechou as portas, baseava o seu ensino na pedagogia desenvolvida pelo educador francês Celéstin Freinet. A escola sempre levava em conta as investigações a respeito da maneira de pensar da criança e de como ela construía seu conhecimento. A partir daí desenvolvia as atividades. Os corredores, salas, pátios e todos os espaços eram tomados por desenhos e pinturas de crianças. Nada de dálmatas ou desenhinhos fofos e limpinhos. Era uma bagunça. Eu gostei tanto daquilo, que desconstruia todo o "Ivo viu a uva" a que eu tinha me submetido, que até cheguei a fazer vestibular para Pedagogia. Passei e frequentei seis meses do curso, mas era tudo muito diferente da Sempre Nova. Parecia que a academia estava anos luz aquém da realidade. Foi uma decepção. Sorte dos alunos, já que eu tive que deixar a escola pra me dedicar aos meus outros planos. O caso é que, quando chegou a hora de procurar uma escola para Helena, eu tinha em mente "aquela" escola. Queria que ela estudasse num ambiente em que a criatividade e o pensamento fossem estimulados. Parece que encontrei essa escola e a cada ano que passa tenho mais certeza disso. Ontem, quando Helena chegou com as atividades do trimestre, fiquei toda emocionada vendo como os conteúdos são trabalhados ao longo do ano. Como um livrinho de autorretratos, catalogado por datas, desde fevereiro. As crianças mesmo conseguem observar sua evolução e constatam como cresceram. De olhinhos discretos no autorretrato do início do ano a este, um dos últimos da série, cheio de detalhes. Uma delícia de acompanhar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Observatório

"Mãe, como é bonito ver o pôr do sol nascer, né?"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Navegar é preciso

E a menina conta, orgulhosa, que não chora mais. Ficou nove dias na casa da tia, sem chorar. Dorme na casa das amigas e não chora. Briga na escola e não chora. "Mas quando você chora, então?" Não pensa muito pra responder. "Quando precisa".
Oras.

Mãos ao alto


E como faz pra saber o momento certo de abrir a mão, os braços, o coração? E como faz para saber se é hora de abrir mão? Apenas.

Navalha de Occam ou mais simples do que parece


"Navalha de Occam ou Navalha de Ockham é um princípio lógico atribuído ao Lógico e inglês William de Ockham (século XIV). O princípio afirma que a explicação para qualquer fenômeno deve assumir apenas as premissas estritamente necessárias à explicação do fenômeno e eliminar todas as que não causariam qualquer diferença aparente nas predições da hipótese ou teoria. O princípio é frequentemente designado pela expressão latina Lex Parsimoniae (Lei da Parsimónia) enunciada como:"entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem" (as entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade). O princípio recomenda assim que se escolha a teoria explicativa que implique o menor número de premissas assumidas e o menor número de entidades."
Ou seja

"Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor"
Será?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ainda não

Ok, confesso. Não consegui terminar tudo a tempo. O que significa mais uma ou duas tardes/noites de trabalho antes das férias oficiais. Mas em casa e em horário a combinar. Menos mal...

Homeless


Já o encontrei algumas vezes e sempre foi de uma simpatia e gentileza excessiva. Ontem, quando estava acomodando a menina na cadeirinha ele se aproximou. Disse que cuidou bem do carro e marejou os olhos me vendo, atento, colocar o cinto de segurança, enquanto conversava amenidades com a figurinha. "Estou com saudades dos meus sobrinhos". "É mesmo?" Perguntei. "Que idade eles têm? " Então começou a falar uma infinidade de nomes, idades e cidades e disse que cuidava e ensinava pessoalmente dos meninos quando era professor. Não tinha um só dente na boca. Mas a encheu para falar do tempo em que lecionava. Enquanto eu procurava a moeda na bolsa, perguntei seu nome. "Celso. É o único nome que tem no dicionário". "E o que significa?", arrisquei. "Alto, elevado, formoso", ´respondeu esquecendo a timidez. Mas logo lembrou como estava, olhou pra baixo e disse: "Não que eu seja assim". Mas era.

Hiperventila

Calma. Calma. O post abaixo foi só um desabafo de um dia ruim. Nem são todos os assessores. Tem muita gente boa trabalhando e a maioria que conheço mantenho uma relação bem bacana e profissional. É que os poucos que incomodam sabem incomodar bem direitinho. E claro, tem o outro lado. Tem muito jornalista sem noção nos veículos. Que se confundem com o próprio cargo e usam o jornal/TV/rádio como sobrenome. Mas isso deve acontecer em todas as profissões, né? Ossos do ofício.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Tem dias


Preciso esclarecer uma coisa. Sou jornalista e entrei nessa de coluna social por acaso. Mero acaso mesmo! Nem considero a coluna que escrevo na Folha uma coluna social, aliás, porque eu tenho uma séries de regrinhas que desenvolvi para tentar fugir disso. Dentro do que a empresa aceita, claro. Porque sou funcionária. Não existe essa coisa de jornalismo livre, por sinal. Não com carteira assinada. Mas isso nem de longe me incomoda. Nem de perto. O que me incomoda mesmo é a incompetência de alguns coleguinhas e de alguns assessores de imprensa. Tem muita gente boa no mercado. Mesmo. Mas tem dias que os que são ruins incomodam. Tem dias que acho graça, mas tem dias que tenho vontade de explicar algumas coisinhas. Um dia explico. Quando o humor melhorar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Atrasada

Vou ali ver e já volto.

Galeria

CIANORTE GANHA GALERIA DE ARTE (das minhas tias queridonas)

Inauguração será neste sábado; cultura vibrante é marca das comunidades mais ativas, diz a proprietária.

Será aberta neste sábado, às 20h, em Cianorte, a SUMÉ GALERIA, a primeira galeria de arte da cidade (Rua Constituição nº 189, sala 02). A primeira exposição individual é da artista pernambuca Célia Medeiros de Araújo (1948-2009), que assinava seus trabalhos como Cemear. A galeria também exporá pequenos desenhos dos modernistas Guignard e Rebollo e do muralista Carybé.
As proprietárias da galeria são Eliane Medeiros e Lucia Medeiros. Segundo Eliane, uma comunidade só mostra sua vitalidade e sua vibração humana quando tem uma vida cultural também vibrante. “Vamos tentar manter a galeria, mas sozinhas não conseguiremos. Precisamos do apoio de todos”, dizem. Elas pretendem organizar novas mostras até o início do ano que vem, em especial de artistas de qualidade da região.
Nascida em Caruarú, Pernambuco, a artista Célia Medeiros de Araújo morreu em novembro em Cascavel, no oeste do Paraná. Era uma das 11 filhas de migrantes nordestinos que chegaram ao Paraná pouco antes da geada de 1965. Sua pintura tem características de arte naïf brasileira, ingênua, com temas sertanejos, paisagens e retratos.
Como nos procedimentos da pop art norte-americana, ela fez vários retratos de sua própria mãe, Eulina, em cores diferentes, e enviou para os irmãos pelo correio. Pintava como hobby, para relaxar, mas, por intuição, irmanava-se com o trabalho de gente como Heitor dos Prazeres, Cardosinho, Ivonaldo, Jose Antonio da Silva, Paulo Pedro Leal.
Naif quer dizer ingênuo, puro, o primeiro estado de uma coisa, seu estado natural. Não se trata de uma arte institucionalizada, mas é possível encontrar elementos de ligação entre seus artífices.
Conhecia bem as cores da pintura naif nordestina, e tinha o Nordeste incrustrado em sua pele. Não o Nordeste seco, estéril, lamentoso, mas um Nordeste colorido, verde, vibrante. Suas cores são as mesmas cores que estão no artesanato das Irmãs Cândido, na poesia de Patativa do Assaré, nas canções de Zé Ramalho.
A mostra também terá trabalhos de dois expoentes do modernismo brasileiro, Alberto da Veiga Guignard e Francisco Rebollo, um de ascendência italiana e o outro espanhola. São um desenho e uma aquarela em pequenas dimensões; A outra obra é um desenho de Carybé.
Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) ficou conhecido como o pintor que espetava igrejinhas nas montanhas de Minas Gerais. É um dos mais valorizados artistas nacionais.
O artista plástico Francisco Rebollo Gonzales, conhecido como Rebolo, nasceu em São Paulo em 1902. Filho de imigrantes espanhóis, foi também jogador de futebol nos clubes Corinthians e Ypiranga e, somente em 1934, tornou-se pintor. Na década de 30, Rebolo desemhou o símbolo do Corinthians.
Argentino da província de Lanús, Hector Julio Paride Bernabó, que o Brasil conhece simplesmente como Carybé (1911-1997), correu o mundo antes de assentar praça na Cidade da Bahia. Tornou-se o argentino mais baiano do mundo. Em 1961, foi homenageado com sala especial na 6ª Bienal de São Paulo. Em 1952, Carybé fez o storyboard do filme O Cangaceiro, de Lima Barreto.

10, 9, 8...

Contagem regressiva.

Clarice


"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro"
Clarice Lispector
1920 - 9 de dezembro de 1977.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ser igual é legal


Às vezes é bom ser morno
Às vezes é bom ser médio
Por vezes só o contorno
Por vezes só pra remédio
Ter tudo é ter tão pouco
É louco prá cachorro
Às vezes quase morro
De tanto querer viver

Gente não precisa ser
Sempre original
Ser igual é legal

Quem é o tal do maior
Quem é o tal do menor
Que importância isso tem
Você é Deus também
A existência é sábia
Então faça-se o fácil
Pra que ser complicado
Ser simples é tão bom

Gente não precisa ser
Sempre original
Ser igual é legal

Meio é melhor que inteiro
Último nem primeiro
Se é tão bom assim
Prá que chegar ao fim
E ser o supra-sumo
O rei do universo
Pra que ser tão bacana
Tão intelectual

Gente não precisa ser
Sempre original
Ser igual é legal

(Carlos Careqa e Adriano Sátiro tocando no rádio do carro)





































Sobrevivi

Ponto.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Quero minha casa

Uma dor de cabeça insuportável. Logo eu, que nem aspirina tenho. Que não tomo nem sal de fruta em dia de ressaca. Fui me arrastando pra enfermaria depois do jantar (uma sopa de couve flor e meia fatia de tomate) e disse o que estava acontecendo. Curiosamente, o médico já tinha deixado uma receita . A enfermeira, sarcástica, disse: "é resultado das porcarias que se come na cidade. O organismo acostuma e sente falta". Falta é pouco. Rô, Marco, um sonho de valsa, urgente!!!

ps.1 : sim, eles desligam a conexão de tempos em tempos e definitivamente às 21h30, no toque de recolher.

ps.2: que coisa horrível aconteceu com o Bortolotto. Que ele saia bem dessa.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Silêncio

Disseram que não pegava celular e que não tinha internet. Não é tão grave assim. Mas algumas coisas são verdadeiras. O "toque de recolher" acontece às 21h30. Já se passaram cinco minutos e a rede ainda não caiu, nem a luz foi cortada, então acho que está tudo ok. Lá fora não se escuta mais nada além do silêncio, mas antes teve um bingo divertido e depois uma rodada de chá, dessa vez com mel, quase uma prêmio pelo dia. O mel é um nectar. Não há sal nas comidas e as pessoas brincam que o tempero deveria ser o prêmio do bingo, já que vale muito no "mercado negro". Garantem que esse mercado não existe. Ninguém revista as bolsas, como disseram, mas há o consenso de não entrar por aqui comidas e bebidas que não sejam produzidas na casa. Mas eu vi um menino de seus 20 anos roubar um pedaço de sonho que uma hóspede de primeira viagem tinha na bolsa. Quem já esteve por aqui antes (entrevistei uma mulher que já veio 17 vezes) jura que as pessoas respeitam as regras. Não há tv nem telefone no quarto, mas é possível usar o celular em locais restritos. No jantar, às 18 horas pontualmente, servem comidas de acordo com a dieta de cada um. Não tenho nenhum restrição e confesso que o pouco que servem é demais pra mim. Por isso, cedi uma das minhas tortinhas de ricota para o marido da minha amiga jornalista, que entrou de gaiato nessa. Mas vi os olhares reprovadores das pessoas ao lado quando deixei de comer toda a fatia de pão integral. Agora é melhor apagar a luz. O dia amanhã começa às 6, com uma caminhada de 10 quilômetros. Sim, a isso sobrevivo... mas bem que podia ter uma tacinha de malbec...

Contagem regressiva

Falta uma semaninha pras minhas férias, mas antes uma parada estratégica para uma matéria especial aqui. Tudo bem, às vezes fica fácil ganhar o pão... Até segunda.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Hoje acordei cinematográfica

Adoro ver nos filmes as pessoas tomando café em copo descartável. Tudo bem que paguei 5 pila num café com leite do Frans a caminho do trabalho. Queria me sentir um pouco estrela (e me recuperar da noite de insônia). Mas não precisava ser num filme de comédia. Derramei café na blusa branca, fui lavar a manchinha e molhei a blusa toda. Como sair do banheiro numa situação dessa? Um moleton de um colega resolver a situação temporariamente, mas precisa? Bem, de qualquer forma, bom dia... Acho.

Insônia


A geladeira é nova... mas faz um barulho insuportável durante a noite.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Epitáfio

Barcos ou não
ardem na tarde.

No ardor do verão
todo rumor é ave.

Voa coração.
Ou então, arde.

Eugénio de Andrade

Cão-da-pradaria

Helena está lendo tudo. Passa o dia lendo de placas na rua até rótulos de produtos na mesa do café. Na hora de dormir, escolhe um livro para ler sozinha. O preferido da vez é uma enciclopédia de bichos que nós temos. Nos divertimos com os animais esquisitos e com aqueles que não conhecemos. Até o cão-da-pradaria, que nunca ouvimos falar. Mas a menina dúvida da existência do bichinho. "Né, mãe, que não existe cão na padaria?"

terça-feira, 1 de dezembro de 2009