quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cliente


Adoro quando a moça lá da Folha liga pra redação e diz que tem um "cliente" na linha. He he he. Mas tudo bem... pouca gente entende a piada...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cítrico


Para quem gosta de coisas apimentadas, aí vai uma receita fácil e rápida de fazer para um começo de noite despretencioso: frango ao curry, aquele tempero indiano amarelinho e saboroso (eu gosto!). Corte o peito de frango em pedacinhos pequenos e delicados e refogue com a cebola cortada em gomos como a maçã (mas a maçã é para depois). Na prática, azeite de oliva aromatizado resolve ou então manteiga de boa qualidade. Quando o frango estiver macio, despeje o curry até que o amarelo fique numa boa temperatura (não tão quente, nem desbotado). Coloque os gomos da maçã sem cascas nem sementes e nata fresca. Sal a gosto. Pensei em colocar pedacinhos de castanha, mas confesso que ainda não tentei. Sirva com arroz branco e uma salada verde ou vermelha (beterraba crua com maçã ralada funciona), dispondo quase como uma obra de arte no prato. Deguste em boa companhia. Se ela aceitar.

DDA

Preciso ficar longe da literatura médica, sob pena de sentir todos os sintomas de qualquer doença rara. Algo como somatização ou suscetibilidade, não sei. Mas desde que li sobre o DDA, tenho absoluta certeza de ser portadora. Veja isso:

"Quando pessoas que têm DDA tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem de DDA mostram muitos sintomas, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com DDA sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento."

Peraí: "problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento?" Nem o horóscopo do dia seria tão preciso...

Caixa preta



Eu sei que é coisa de "tiozinho" ficar falando desse ou daquele show que já assistiu de algum artista que já morreu. Mas confesso que o show do Itamar Assunção que vi no Palácio Avenida, há muuuuitos anos, foi realmente bom. Eu o ouvi a primeira vez ainda criança, com meus tios que iam e vinham de São Paulo com coisas malucas gravadas nas fitas cassetes. Hoje, na Folha de São Paulo, tinha uma matéria sobre o Itamar e umas músicas inéditas que foram garimpadas pela filha dele. Boa lembrança. A coletânea, com regravações e coisas novas (como essa aí embaixo), será lançada em 2010.

DEVIA SER PROIBIDO

Devia ser proibido

Uma saudade tão má

De uma pessoa tão boa

Falar, gritar, reclamar

Se a nossa voz não ecoa

Dizer não vou mais voltar

Sumir pelo mundo afora

Alguém com tudo pra dar

Tirar seu corpo fora

Devia ser proibido

Estar do lado de cá

Enquanto a lembrança voa

Reviver, ter que lembrar

E calar por mais que doa

Chorar, não mais respirar (ar)

Dizer adeus, ir embora

Você partir e ficar

Pra outra vida, outra hora

Devia ser proibido...

domingo, 27 de setembro de 2009

"Apesar das grandes proporções"


Eu não podia entrar em casa por conta de um acidente que deve ter acontecido minutos antes de eu tentar passar a primeira vez. Vi pelo menos quatro carros destruídos em frente ao meu prédio. Um deles, bem na entrada do portão. Não dava pra sair nem pra entrar. Eu passei meio que direto, inventando que precisava ir ao supermercado. Uma coisa dessas domingo tão cedo, oras. Mas também vi que não havia feridos. Só curiosos. O que quer dizer mais ou menos a mesma coisa. Demorei ao mercado. Escolhi frutas e verduras como quem pensa escolher amores. Na volta, mais carros ainda. Polícia, bombeiro, guinchos, mais curiosos. Um circo. Tentei passar uma vez. Duas. Cansei de desviar e a carne descongelava no banco da frente. "Eu moro ali, senhor", disse numa simpatia forçada para o policial. "E é domingo de manhã", pensei. Ele não tirou os óculos ray ban, mandou eu encostar e antes que eu me sentisse culpada por tentar entrar na minha própria casa em circustâncias tão inusitadas, disse: "Não se preocupe, apesar das grandes proporções, ninguém saiu machucado". Ei, obrigada por avisar. Vale para todo o resto também?

Tempo, tempo











Há dez anos, há dois anos, há algumas semanas.

...

sábado, 26 de setembro de 2009

Festival do minuto

Pessoa, pra variar



Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.
Devagar... Sim, devagar...

Quero pensar no que quer dizer
Este devagar...
Talvez o mundo exterior tenha pressa demais. Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo. Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima...

Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar...
O que é que tem que ser devagar?

(Álvaro de Campos, in "Poemas" )

No túnel do tempo

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Hã?



Amém

A Pryscila é minha pastora e nada me faltará. Agora sei postar vídeo. Obrigada senhor (a).

Cozinha


Achei a ideia do livro “What we eat when we eat alone” (O que comemos quando comemos sozinhos), de Deborah Madison e Patrick McFarlin, sensacional. A obra foi lançada nos Estados Unidos e não tem previsão de chegar ao Brasil. A dupla fez uma intensa pesquisa sobre o que as pessoas comem quando estão sozinhas. Disseram que ouviram coisas "realmente feias" . Comecei a fazer uma pesquisa informal sobre o assunto também. O resultado é bem engraçado.

Grafite

Um dia eu vou aprender a postar videos. Enquanto isso não acontece, clica aqui.

Logo existo

Eu penso demais e não entendo nada. Quando te escuto, fica tudo mais claro/calmo aqui dentro. Mesmo que o depois demore. Ou inexista.

Vida real


De uma conversa com a Pry, na mesa do café.
p.s - aviso aos navegantes: esta é uma obra de ficção qualquer semelhante com nomes, pessoas e acontecimentos reais terá sido mera coincidência.

Amantes

Não ligue para resenha e vá ver. Vale.

Descarga elétrica


O livro ElektroSchutz in 132 Bildern, publicado em 1931, mostra 30 ilustrações que mostram diferentes maneiras de morrer eletrocutado. Os desenhos trazem situações cotidianas da década de 30 do século passado, com gráficos que mostram como poderia ocorrer a descarga elétrica. E também explicam porque as lâmpadas aqui em casa continuam queimadas.

A planta que fuma

Não estou fazendo nenhuma campanha. Mas o video é bacana,

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Borboletas voam


Se uma amiga aparece na hora do jantar e te encontra de pijama e pantufas vendo episódios em sequência de Brothers and Sisters e comendo restos de bolacha Calypso, você tem obrigação de fazer para ela alguma coisa decente pra comer. Macarrão borboleta é ótimo para ocasiões assim. Deixe cozinhando enquanto frita cubinhos de mignon, cogumelos a paisana, nata, pimenta moída na hora, noz moscada e um pouco de queijo roquefort que sobrou no prato de aperitivo de alguns dias atrás. O resultado pode não ser tão bom, mas a aparência engana e tem as borboletas. Essas sempre fazem voar.

Leminski: 20 Anos em Outras Esferas


Mais aqui

hoje


...


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Arquivo


























Celebridadezinhas perdidas no arquivo da câmera (ou não é fácil ganhar o pão).


Ora, bolas


Fiz essa foto em janeiro, na SPFW.

estranho...


La Cravate


Tenho lembrado tanto desse curta. Eu nem conhecia o diretor Alejandro Jodorowsky, quando peguei por acaso na Video 1, mas é obra de mestre. Conta a história de um homem (interpretado pelo próprio Jodorowsky) que, para impressionar a amada, entra na loja de uma mulher que faz "troca de cabeças" e dá uma recauchutada na aparência. O filme foi feito em 1957, na França, com pouquíssimos recursos. Desde então, os motivos para trocar de cabeça foram crescendo e vão além da aparência física. Eu já tenho vários.

Lembrete


Tempo real

Bom dia, primavera.

Hoje

Juro! Nem ele seria tão criativo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

domingo, 20 de setembro de 2009

Maitena


Maitena


Retrato




Da Solidão à Percepção.
Exposição da fotógrafa Leila Kris. No Jokers (R. São Francisco, 164 – centro Histórico). Abertura terça-feira, dia 22, às 20 horas. Horário de visitação: de segunda a sábado, das 18 horas até meia-noite. Entrada franca. Informações (41) 3324-2351

Perfil Folha

Andando na linha

Com a grife Heroína, o jovem estilista curitibano Alexandre Linhares costura a própria história e começa a chamar a atenção das grandes marcas


Ele é o mais novo de seis irmãos. Todos, a mãe teve sozinha, em casa. Não por acaso o jovem estilista Alexandre Linhares leva uma boa impressão das mulheres fortes e escolheu o nome Heroína para batizar a sua marca, que ganha cada vez mais força dentro e fora do território paranaense. Ele acaba de assinar uma coleção exclusiva para a multimarcas Gappy, e o seu ateliê, no segundo andar do Café Hacienda, em Curitiba, já virou ponto de encontro para quem procura exclusividade e a simpatia do moço, que adora desenhar roupas personalizadas para suas clientes.
O contato com a moda começou cedo, aos sete anos, quando ele cortou por acidente um sofá de couro e viu as espumas saírem do forro. Passou dias pensando em como iria consertar aquilo e achou uma ótima ideia quando dezenas de calças jeans surgiram em sua casa, doadas por um cunhado. Cortou as calças pensando em reformar o sofá, mas logo costurou para si próprio uma nova calça de retalhos. Desde então, nunca mais deixou de fazer as suas próprias peças.
Linhares aprendeu a costurar com a mãe e uma tia, que tinham máquina de costura em casa. Costumava acelerar a máquina, imaginando que estava em um carro de corrida, mas não imaginava que chegaria o dia em que o pedal ajudaria a acelerar também a sua vida. A carreira começou a ser costurada na faculdade de Design de Produto. Ele começou a curso na Universidade Tuiuti do Paraná e terminou na UFPR. Logo no início já se identificou com os alunos de moda, mas decidiu seguir o próprio curso, dando toques bastante pessoais a seus trabalhos.
Em 2002, ele foi o segundo colocado da categoria Estilo Brasil no Prêmio Francal Top de Estilismo, com um sapato que produziu com palha, algodão, papelão e dezenas de fitas do Senhor do Bonfim. Foi a primeira conquista. ''Eu escolhi o curso porque gosto de concorrer e sempre vi premiações nessa área'', brinca o estilista. Ainda na faculdade começou a pintar camisetas e logo foi convidado para participar do Mercado Mundo Mix, com ótimos resultados.
Em 2006, no ano em que se formou, decidiu ''dar um tempo'' à moda e trabalhar com Comunicação Visual. A decisão durou pouco, pois logo o curitibano já estava sentindo falta do mundo da moda. Saiu da agência em que estava e foi trabalhar como vendedor da Gappy. Foi aí que começou a acontecer uma coisa curiosa. As clientes entravam na multimarcas, olhavam o acervo, mas prestavam mais atenção no que o vendedor magrinho de olhos claros e cativantes estava usando. ''Eram peças que eu fazia e que muita gente queria igual. Eu acabei aceitando algumas encomendas''. E foi justamente no Natal daquele ano, época em que os vendedores ganham mais dinheiro com as vendas, que ele decidiu sair da loja e dedicar-se às suas próprias peças.
No ano seguinte, nascia a Heroína, uma marca para mulheres com superpoderes, conforme ele gosta de salientar, mas poderes bem pontuais. ''Uma mulher heroína sabe que poderosa, bonita e consegue o que quer'', reforça. Primeiro ele montou um ateliê na casa da mãe, Marlize, que sempre o apoiou nas suas decisões e criações - ele já vestiu a mãe de mendiga, por exemplo, para um trabalho de fotografia para a faculdade. Ela aceitou ajudar com bom humor incomparável, depois ele montou na casa em que mora com a mulher. E no início deste ano, levou linhas, agulhas, tecidos e suas peças para o segundo andar do Café Hacienda, um espaço cada vez mais dedicado às artes e à moda.
Desde que criou a Heroína, Linhares já apostou em coleções diversificadas. Homenageou o vintage, na coleção Verão 2009, criou peças inspiradas na música Memórias do Mar, cantada por Maria Bethânia, e já criou três atos para o tema Heroínas Aladas. O primeiro, com peças esvoaçantes, o segundo com peças retorcidas que valorizam e se moldam ao corpo da mulher e que teve a modelo africana Sulita Silva como protagonista da campanha, e a terceira versão, com uma coleção exclusiva para a multimarcas Gappy. O próximo passo é voar ainda mais alto. ''Quero aumentar os pontos de venda da Heroína e levar a marca cada vez mais longe'', diz o moço. Poderes para ele fazer isso acontecer não faltam.

Katia Michelle
Equipe da Folha

sábado, 19 de setembro de 2009

Não!

"Acontece que dizer "não" é arriscado. A confusão com o outro, aquela confusão que ameaça a primeira infância e contra a qual se erguia nosso "não" abstrato e rebelde, é substituída, com o passar do tempo, por mil dependências afetivas: "Desde os meus dois anos, não sou você, não me confundo com você, existo separadamente, mas, se eu perder seu amor (sua amizade, sua simpatia, sua benevolência), quem reconhecerá que existo? Será que posso existir sem a aprovação dos outros?"."

(...)

"Bom, Spitz tinha razão, o uso do não e do sim permitem o diálogo humano. Mas é um diálogo que (sejamos otimistas) nem sempre tem a ver com as questões que estão sendo discutidas; ele tem mais a ver com uma necessidade subjetiva: digo "não" para me separar do outro ou digo "sim" para obter dele um olhar agradecido. Nos dois casos, tento apenas alimentar a ilusão de que existo."


contardo em "A dificuldade de dizer não (ou sim).

Se eu fosse

- "Mãe! vamos brincar de "se eu fosse ?"
- (????) ok. Você começa!
- Se eu fosse um caçador eu nunca caçaria um animal.
- Hum.... se eu fosse um pescador, talvez eu não pescasse um peixe.
- Se eu fosse um céu, eu não deixaria a chuva passar.
- Se eu fosse uma árvore eu adoraria que a chuva caísse em mim.
- Se eu fosse um sol, eu daria água para árvore.
- Se eu fosse uma estrela eu seria a mais brilhante.
- Se eu fosse você eu seria eu.

hã?

(conversa de uma tarde de sábado)

achismos

acho que tenho insônia porque preciso de mais tempo.
acho que o dia precisava ter mais que 24 horas.
acho que o dia precisava ter menos que 24 segundos.
acho que fiz meia música pra você.
acho que não dirijo bem meu carro.
acho que não dirijo bem as coisas.
acho que não entendo o significado.
acho que não entendo.
acho.

Links




Tim Burton na harpers. Agora só falta esperar alice.

Abóbora


Desde aquele Natal, em que o trio fez uma ceia em que absolutamente nenhum receita deu certo, inclusive uma lasanha que tentei fazer, tenho uma certa aversão ao prato. Uma frustração acompanhada de completa incompetência para a coisa. Tempo, muito tempo depois daquele jantar em que todos éramos outros e ainda nem tínhamos virado abóbora - ainda acreditávamos em contos de fada, acho - decidi voltar ao tema. Justamente na noite mágica em que poderíamos ter alguns minutos a sós - agora também em versão kids, diga-se. Mas meu novo desafio é cozinhar com o que tem na geladeira, sem sair correndo pra abastecer a casa (desafio!). A chuva lá fora e o pouco tempo ajudaram a cumprir a meta. Tinha cogumelos, um patinho moído fresquinho, tinha molho de tomate importado, misteriosamente um pacote fechado de massa fresca para lasanha, queijo, presunto e tinha uma abóbora. Dessas de conto de fadas. O resultado foi uma lasanha com dois molhos - carninha e cogumelos mesclado com abóbora de cor bonita e convidativa. De bom gosto, espero. As duas pontas do triângulo aprovaram. Uma delas, só até que eu dissesse "abóbora!". Daí a coisa virou realidade e já estava na hora das crianças dormirem também. Nosso tempo agora é outro. Mas sempre foi tão bom.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dica de blog

Bonito isso.

Desejo


Que eu seja inteira. Amém.

Notas

O Pinduca tá preparando uma exposição com obras do Leminski. Bacana a garimpagem.

Liniers


Mais aqui .

Ampulheta


Por hora, emito os meus sinais.
Em pouco tempo, não mais.

(zapeando)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Preciosidades

A Nana que a Helena "tem", é essa aqui,

Da eterna procura

Só desejo inquieto que não passa
Faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada

Quintana

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O caminho mais bonito, por favor

Em um dos trajetos entre o hotel e o evento, lá no Rio, o taxista se perdeu. Não estava de sacanagem. Depois de 40 minutos rodando - em um percurso que deveria durar 10 - desligou o taximetro e disse: quando as coisas não estão dando certo, melhor desligar tudo e ir pra casa. É o que vou fazer. Nos deixou no hotel, em silêncio, e nem cobrou a corrida.

Na volta da Barra para o aeroporto Santos Dumont, eu entrei no taxi e falei o destino. O senhorzinho de olhos claros como a água, sorriu e - matreiro- perguntou: pelo caminho mais curto ou pelo mais bonito? Fiquei pensando. Será que sempre podemos escolher a resposta?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Amores e mudanças

QUANDO A VIDA da gente está emperrada (o que não é raro), será que faz sentido esperar que um encontro, um amor, uma paixão se encarreguem de nos dar um novo rumo? Provavelmente, sim -no mínimo, é o que esperamos: afinal, o poder transformador do encontro amoroso faz o charme de muitos filmes e romances. Os especialistas validam nossa esperança. Jacques Lacan, o psicanalista francês, dizia, por exemplo, que o amor é o sinal de uma "mudança de discurso", ou seja, na linguagem dele, de uma mudança substancial na nossa relação com o mundo, com os outros e com nós mesmos. Claro, resta a pergunta: o que significa "sinal" nesse caso? Duas possibilidades: o amor surge quando está na hora de a gente se transformar ou, então, é por amor que a gente se transforma. Não é necessário tomar partido: talvez as duas sejam verdadeiras. Seja como for, volta e meia, alguém me pede uma receita: como esbarrar num amor que nos transforme? A resposta trivial diz que os encontros acontecem a cada esquina: difícil é enxergá-los e deixar que eles nos transformem, ou seja, difícil é ter a coragem de vivê-los.

(...)

Esse e outros textos do Contardo Calligaris estão reunidos aqui . Para quem não tem tempo de olhar a Folha de S.P nas quintas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Azul


Coletiva e show com os caras amanhã, no Rio. Quem tiver uma pergunta levanta a mão.

Vermelho



Cortei o Dedo
Carlos Careqa
cortei o dedo quando você se foi
e ainda não sarou
só quando você voltar meu amor
aí eu paro de sangrar
minha mãe falou
não se assuste minha filha
se na hora você sangrar
e eu não sangrei
e eu não sangrei
antes da hora
e eu não sangrei
e eu não sangrei
eu sangrei depois da hora


(vale ouvir a versão da Karla Izidro aqui )