sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Com indiferença


E por fim a manhã talvez comece
debaixo duma pedra
ou da noite escorra sobre as primeiras
violetas ou as últimas que sei eu.

Embora seja inverno desde há muito
a vocação das folhas é ser ave
ou música quando no vento
arde o coração da cal.

Ou o meu ou o meu.

(Eugénio de Andrade)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Maitena do dia


Culpa


"Como a senhora sabe, de uns tempos para cá, ninguém é culpado de nada. Considerar alguém culpado de alguma coisa é horrivelmente incorreto, desde o momento glorioso em que a psicanálise e a sociologia invadiram os botequins. Agora todo mundo é vítima, ora das circunstâncias sociais, ora dos traumas psíquicos. Ninguém é mau caráter, mentiroso, preguiçoso, violento, vigarista, etc., é todo mundo vítima de alguma coisa. Culpar alguém não está com nada."
João Ubaldo Ribeiro

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Requião no resto do País

Do blog http://blogs.band.com.br/barbaragancia/

Requeijão intragável

"Algumas pessoas, a gente ama odiar. Muitos adoram odiar o Maluf, mas já que ele me tomou como um de seus alvos preferenciais, eu não posso me dar a esse luxo.
No sentimento que nutro por Maluf, não cabe afeto de qualquer espécie.
Já o Roberto Requião, que está lá longe, no Paraná, para mim é o que Maluf é para a maioria.
Odiá-lo é motivo de regozijo.
Sujeito truculentão, sempre metido em coisa que não me cheira bem, com aliados a quem eu não confiaria meu cão e personal trainer, Pacheco Pafúncio, para dar uma volta no quarteirão e, ainda por cima, membro de um partido que me revira o estômago.
Requião vive dizendo grosserias estrombólicas e a gente sempre se pergunta por que ele não engoliu o punhado de mamonas que colocou na boca naquele encontro com Lula.
Nesta semana, o governador pemedebista afirmou diante das câmeras que o câncer de mama em homens deve ser “consequência de passeatas gay”.
Pela graça de Deus, a platéia reunida diante do governador não deu um pio. Ninguém, mas ninguém mesmo, achou a menor graça.
Quem deve ter achado menos graça ainda são os homens com câncer de mama, que foram agredidos e estigmatizados gratuitamente, mesmo que a doença nada tenha a ver com sexualidade.
Só espero que o olhar de reprovação que a Fátima Bernardes lançou assim que leu a notícia sobre a gafe do governador, tenha lhe tirado um belo punhado de votos."

Silêncio

Não tenho mais escutado música no carro. Medo de acordar alguém aqui dentro...

Coco Chanel


É daqueles filmes sob encomenda para causar polêmica. A começar pelo cartaz do longa. A foto traz uma imagem da atriz Audrey Tautou (que obviamente vive a protagonista no longa francês) com um cigarro na mão. Em várias praças (França, EUA e Brasil incluídas), o cigarro foi substituído por uma .... caneta. Só um detalhe. Já a história pode até agradar mais a quem tem alguma referência da estilista (como em uma cena em que ela vê os marinheiros na praia e a câmera faz um close nas listras das camisas que eles usam. Ela abusaria das listras mais tarde, em sua produção, mas não há remissão no filme). De qualquer forma, é preciso esforço para gostar. Tem vários lados da história que deixaram de ser comentados no filme e que passam longe da moda: como a colaboração de Coco com os nazistas e o modo pouco heróico com que ela fez sua fortuna depois de ter saído de um orfanato, cantado em boates e vivido com um amante pouco afeito à realidade. A diretora Anne Fontaine pode ter romanceado demais a personagem e isso não é exatamente um elogio. Pegou a parte mais digerível da história - a que Coco teria criado o clássico "pretinho básico" em luto pela morte do amado - e focou o longa nisso, como se a vida da estilista que nunca se casou se baseasse em "antes" e "depois" de uma única paixão. Eu não estava lá para saber. Mas parece tão pouco...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A história sem fim


"A História sem fim" é a nova febre aqui em casa. Helena não quer nem tirar o DVD do aparelho, com medo de esquecer em algum lugar. Ela, encantada com o dragão com "carinha de cachorro" e as interressantes criaturas do filme. Eu, impressionada com o "Nada" que está destruindo todos os seres de "Fantasia". Qualquer semelhança com o (meu) mundo real não terá sido mera coincidência.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Para o final de semana

O livro tem na Bisbilhoteca

As voltas que o mundo dá

Eu já sabia que queria fazer jornalismo e também que queria ficar sozinha num lugar bem longe (meus desejos não mudaram desde então, a diferença é que agora quero ficar com Helena, num lugar bem longe). Foi então que decidi: iria fazer vestibular em Belo Horizonte. Isso foi antes dos meus 20. Eu nem conhecia Minas Gerais, mas me deu na louca e eu decidi, quase como colocar um alfinete no atlas. Aí eu entrei na Fap e em seguida comecei jornalismo por aqui mesmo. Tudo foi ficando bem enrolado e BH um lugar cada vez mais distante. Essa semana recebi um convite para cobrir um evento muito bacana lá. Lembrei disso tudo e da minha relação secreta com a cidade que eu quase escolhi pra viver. Que bom que pude aceitar. Falta um pouco pra ir, mas já estou ansiosa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Insônia

Os olhos dela estavam borrados de silêncio e ela não conseguia dormir. Levantou-SE esbarrando com o inevitável do espelho. Negro. Dentro e embaixo deles. Os olhos dela estavam borrados. A vida dela, um pouco.

Aparências enganam


Tentei fotografar. O gosto ficou melhor que a aparência, juro!

Paladar


Tinha comprado esse arroz há um tempão pela embalagem bonitinha e pelos valores agregados (quinua e linhaça, além dos grãos integrais). Resolvi fazer para acompanhar o franguinho caipira ao molho de vinho, comidinha de domingo. Puro ficou bom, mas esses dias inventei uma fórmula mágica e rápida para preparar, desde que ele esteja prontinho na geladeira. É só ralar uma abobrinha branca e refogar na manteiga com alho desidratado (porque nem sempre há tempo e vontade de descascar alhos frescos), picar delicados pedacinhos de espinafre, vinho branco se tiver (eu não tinha), acrescentar o arroz sete cereais + quinua e linhaça, misturar bem. Por último, creme de leite fresco para melecar (mas não tem necessidade, se quiser ser mais saudável). Servir com um mix de pimenta ralada na hora. Fica uma delícia. Mas eu sou suspeita. Tava com fome.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um por dia


Eu vi primeiro

Ele inclui o Dom Max na lista dos 10 melhores botecos do mundo. Mas eu vi primeiro. E ah, sim. A Barraca do Juvená é o máximo. Tenho uma foto linda de lá. Vou tentar lembrar de postar antes do próximo espirro.

Adeus

Apesar da chuva, da gripe chegando sem avisar, dos
compro-
missos
infantis
e da culpa pelo trabalho esperando, ainda deu tempo de fazer um tour com a dupla querida por lugares imprescindíveis de Curitiba. Cantina do Délio e Cuore de Cacau dispensam comentários. Comida boa, café gostoso e chocolate indispensável justificam. A noite, sem lembrar de como é a noite curitibana, quis mostrar o boteco mais bacana que conheço, o Dom Max. Parecia uma guia turística. "Aqui nasceu a pedra fundamental de muita coisa". É que não é querendo "me gavar", mas o Paulinho criou um prato em minha homenagem e blah blah blah. Também tem as cachaças. Algumas ilustraram prazeres outras brigas homéricas. Naquela mesa aconteceu isso, nessa aquilo. Ok, os últimos pensamentos deitei comigo. Aí chega o Paulinho pra me ajudar a contar a história dos 14 anos do boteco. Catorze!!! Conversa vai, conversa vem, ele me solta essa: vai fechar. Sério mesmo. Nem escutei a justificativa. Só entendi que um pedacinho da história de muita gente que conheço vai acabar. A minha inclusive. Portas fechadas. Olhos cerrados. Não interessa que eu não ia mais. Que depois da Helena saio pouco. Que sinto sono às 9 e que agora gosto mais de vinho. A gente cresce, mas não custa nada os playgrounds continuarem no mesmo lugar, mesmo que pareçam menores do que eram quando a gente escorregava. Eu escorreguei ali muitas vezes, mas também subi escadas. E troquei de copos. E de bebidas. E de amigos. Vai deixar saudades. Um brinde.

Do G1 (com uma foto mais bonita)

Walter Salles vai dirigir adaptação literária em Hollywood

Cineasta brasileiro estará à frente de 'American rust'.Diretor volta a trabalhar com o roteirista de 'Diários de motocicleta'

O diretor Walter Salles vai dirigir a adaptação do romance "American rust", de Philipp Meyer, produzida por Scott Stubber (de "Separados pelo casamento") em parceria com a Universal.

O projeto marca a reunião do cineasta brasileiro e o roteirista Jose Rivera, que trabalharam juntos em "Diários de motocicleta", cinebiografia de Che Guevara lançada nos cinemas em 2004.

"American rust" acompanha dois amigos de longa data que moram em uma cidade mineradora da Pensilvânia em decadência. Eles sonham com uma mudança para a Califórnia, mas acabam colocando os planos de lado quando se envolvem em um crime. O livro, o primeiro de Meyer, foi premiado recentemente nos EUA.

Ainda não há previsão para o início das filmagens nem para a chegada do filme às salas de cinema.

Fonte: www.g1.globo.com

Little Miss Sunshine




Não há de ser nada...




sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Barbery


(...) " A faculdade que temos de manipular a nós mesmos para que o pedestal de nossas crenças não vacile é um fenômeno fascinante" (...)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Anatomia

No caminho para o médico, ela decidiu parar e entender o que estava acontecendo. Não conseguia respirar. O corpo doía como martelo e saudade e não dava para chegar até o consultório. Parou o carro e começou a retirar meticulosamente todos os órgãos. Coração incluído. Expostos todos eles, não conseguia achar nada de errado. A ambulância com o médico chegou. O mesmo da cirurgia passada. Começaram a analisar juntos todas as peças e ele constatou que era preciso congelá-las, pois estavam parando de respirar, uma a uma. "O coração também?" Ela perguntou, curiosa, pois tinha certeza que essa peça era o defeito. O médico foi categórico. "Não. Está batendo com nunca". Mas o pulmão, esse sim tinha apenas alguns minutos de vida. Melhor colocar na caixa e corrermos para o hospital. "Lá eu coloco tudo direitinho. Acho que vai ficar bom". Mas e o coração? Ela sentia que o coração estava parando de respirar, de viver, de bater, embora ele não admitisse. E a peça era algo independente dela. Uma peça. Apenas. "Não - ele disse - Ainda está batendo como nunca".

E acordei. Os sonhos não são sempre estranhos e reais?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tempo


Kairos (καιρός) é uma antiga palavra grega que significa "o momento certo" ou "oportuno". Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronoss e kairos. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, esse último é um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece. É usada também em teologia para descrever a forma qualitativa do tempo, o "tempo de Deus", enquanto chronos é de natureza quantitativa, o "tempo dos homens".
(na imagem, um kairo retratado em um afresco do século XVI, por Francisco Salviati)

Mais de Muriel Barbery

"Assim, como se passa a vida? Nós nos esforçamos bravamente, dia após dia, para assumir nosso papel nessa comédia fantasma. Como primatas que somos, o essencial de nossa atividade consiste em manter e entreter nosso território de tal modo que nos proteja e envaideça, em escalar, ou pelo menos em não descer, a escada hierárquica da tribo, e em fornicar de todas as maneiras possíveis - ainda que como um fantasma - tanto para o prazer como para a descendência prometida. Assim, gastamos parte não desprezível de nossa energia, a intimidar ou seduzir, já que essas duas estratégias garantem, sozinhas, a busca territorial, hierárquica e sexual que anima nosso conato. Mas nada disso chega à nossa consciência. Falamos de amor, de bem e de mal, de filosofia e de civilização, e nos agarramos a esses ícones respeitáveis como o carrapato sedento a seu cão bem quentinho."

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Música "fofa" do dia

Ufa!

Brincou tanto, tanto, tanto, que esqueceu os trovões da madrugada, o telefonema que não veio, a dor de ouvido que começava. Pediu macarrão com espinafre de almoço (seu prato preferido do momento). Comeu doces, encontrou as amigas, guardou pirulito pra depois. Disse que não gostava de "molenguinho" ("aquele queijo quadradinho"). Avisou que não ia comer tic tac tudo de uma vez, mas uma por uma, até acabar. Ouviu histórias. Fez brigadeiro. Abraçou. Beijou. Ficou feliz. E me ensinou mais uma vez que ser criança é viver um dia de cada vez. Feliz dia das crianças, fofinha!

domingo, 11 de outubro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009

Tem que ver


Rituais















A cortina de penduricalhos precisa estar metricamente separada, com dois fios centralizados, pendendo pela porta. Significam os desejos do dia. Se alguém, por algum motivo, os desvia, cuidado, pode ser motivo de choradeira. Lágrimas sentidas que caem também quando as canetas não estão devidamente separadas por cor, as bonecas de pano não estão alinhadas em ordem de chegada ou a mãe esquece, ou apenas não quer, fazer o chá da noite. O chá virou ritual. De camomila, de erva doce e - de preferência - os de folhinhas delicadas, não os de saquinhos insossos. Já aprendeu a exigir o que que gosta, embora exija também uma paciência infinita de quem está ao lado. Mas aí, me deparo com isso:

..."Quando se torna ritual, o chá constitui o cerne da aptidão para ver a grandeza das pequenas coisas. Onde se encontra a beleza? Nas grandes coisas que, como as outras, estão condenadas a morrer, ou nas pequenas que, sem nada pretender, sabem incrustar no instante uma preciosa pedrinha de infinito?" (*)

E corro colocar a água para ferver.

(* Muriel Barbery inspirada no Livro do Chá, de Kazuko Okakura)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Capitalismo

Um dos livros mais bacanas da biblioteca da Helena. Para quem quer dica de presente para o Dia das Crianças.

Música do dia

A edição especial de terceiro aniversário da revista RollingStone Brasil - que chega às bancas de São Paulo neste sábado e a partir do dia 15 de novembro em outros Estados - elaborou uma lista das "100 Maiores Músicas Brasileiras". A revista informa que a lista é "um justo tributo a seus criadores e também a seus intérpretes". Confira as dez primeiras canções da lista e diga se concorda.
1 - "Construção" - Chico Buarque
2 - "Águas de Março" - Elis Regina & Tom Jobim
3 - "Carinhoso" - Pixinguinha
4 - "Asa Branca" - Luiz Gonzaga
5 - "Mas Que Nada" - Jorge Ben
6 - "Chega de Saudade" - João Gilberto
7 - "Panis et Circencis" - Os Mutantes
8 - "Detalhes" - Roberto Carlos
9 - "Canto de Ossanha" - Baden Powell/ Vinicius de Moraes
10 - "Alegria, Alegria" - Caetano Veloso

Tiragem do dia


Mafalda do dia


brigas

A menina volta emburrada da escola. Brigou com a amiga. Pergunto o motivo e ela explica, enfática: "ela arruinou a minha vida". ah, entendi...
"...onde se manifesta a razão? Na arrogância das certezas ou na capacidade de duvidar?"

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Código de trânsito

Existe uma coisa no Código de Trânsito chamada "seta". Se você não quer que uma pessoa vá para determinada direção, desvie do seu caminho ou deixe você passar, simplesmente não dê sinais.

O corpo fala

Dor de garganta, febre e confusão mental. A gripe suína ainda existe?

As mentiras que os homens contam

Nada não. Só uma frase que me veio.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mundo de Oz


Juro que não é montagem. Tirei a foto com o celular, no caminho entre a casa e a escola. São os corações me perseguindo.

Para voar


A menininha fez esse lindo desenho outro dia. Guache sobre tela. Não dá vontade de voar?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vincent



"Eu vi" é uma brincadeira que a gente inventou para o tempo passar mais rápido no trânsito. Enquanto eu driblo canários e canalhas, Helena vai atrás, me contando as coisas que vê. Ontem, meio no automático, ela resmungava: "eu vi uma bicicleta. Eu vi um ônibus amarelo. Eu vi um homem de camisa verde. Eu vi uma pintura do Van Gogh..."

Atualização


Ainda se usa a expressão "ando grilada"?
Eu uso.

Ciro


marco, adoro essa!

Drummond de hoje


"Também temos saudade do que não existiu. E dói bastante."

Assepsia

Ei, e o que é essa proliferação de famílias acompanhadas por seus filhos limpinhos e babás uniformizadas, no final de semana, em Curitiba? O Fhabyo saiu com uma ótima: "é que algumas mães não gostam de `manipular´ seus próprios filhos". He he he

Quatro, no débito


Eu não fui ao show do Roberto Carlos, sexta passada. Queria ter ido, mas "quatro, no débito" não é a minha realidade. Explico, já que adotei a frase como jargão ultimamente. Estava na bilheteria do teatro há algumas semanas, pegando os ingressos de um espetáculo, quando uma moça perguntou se já estavam vendendo ingressos do RC. O rapaz da bilheteria disse que sim, mas que só restaram os de R$ 1,2 mil. Ela questionou o marido se devia comprar e diante da resposta afirmativa, pediu: "Então me vê quatro. No débito".

domingo, 4 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

Bom dia


"Ainda bem que eu acordei. Se há uma coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira". (Mafalda)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Tudo bem

(no som do carro)

Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
E quase
Quase nunca a vida é um balão

(...)

mas troquei de estação antes da música acabar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Oráculo


A Mônica me deu (obrigada, querida). E na minha mania de abrir as páginas dos livros aleatoriamente, achando que são oráculos - e que vão desvendar o segredo da humanidade - me deparei com isso:
"Isso pode parecer trivial, mas acho, mesmo assim, que é profundo. Nunca vemos além de nossas certezas e, mais grave ainda, renunciamos ao encontro. Apenas encontramos a nós mesmos, sem nos reconhecermos nesses espelhos permanentes. Se nos déssemos conta, se tomássemos consciência do fato de que sempre olhamos apenas para nós mesmos no outro, que estamos sozinhos no deserto, enlouqueceríamos. "
Vou ali ler o resto e já volto.

Tá Rocco

Fernanda Young vai lançar em novembro o seu primeiro livro pela editora Rocco. O novo romance vai se chamar "Pau" e é uma história fictícia que tem o membro masculino como tema central.

Cerveja e só

Fui entrevistar a Fernanda Young agorinha, no lounge gourmet da Feira de Gestão da Fae. A ideia é que cada entrevistado peça um prato para a chef (Letícia Krause) enquanto os participantes conversam. Na mesa, eu, Dani, Fernanda Rocha, Renata (irmã da Fernanda) e a própria. Contrariando toda a fama de irritada, ela até que foi bem simpática. Foi a única convidada até o momento que dispensou a comida. Fez apenas uma solicitação: "Quero só cerveja".

Delícia do dia


Capuccino Havana.