sábado, 10 de dezembro de 2011

iupiiiii

Não tenho palavra melhor do que o título para descrever as férias. Então, até ano que vem!!! Eu prometo ser mais calma, equilibrada, fazer exercícios, ter uma alimentação mais saudável e escrever mais no blog. Amém!

domingo, 27 de novembro de 2011

Escambo Fashion

Uma blusa dos Beatles e uma bolsa fofa de florzinha. Tem como não amar nosso Escambo???

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Desapego

12.° Escambo Fashion: chegou a hora de desapegar!

O Escambo de Natal vai ajudar você a entrar no ano-novo com um jeito diferente de pensar o consumo

Estamos em contagem regressiva para a edição do Escambo Fashion de Natal. Será neste sábado (26 de novembro), no Hacienda Café. Em tempos de consumo exacerbado, o Escambo é uma reação inteligente, criativa e divertida para renovar o guarda-roupa. Afinal, o que é velho e desinteressante para uns, pode ser uma novidade para outros. Tudo depende de criatividade e desprendimento para fazer bons achados, negociar e montar um novíssimo look.

O Escambo é muito mais do que uma feira de troca. Além dar nova vida ao armário, os participantes têm uma tarde de descontração, encontros e boa música. Nesta edição de verão, o Escambo Fashion traz novamente a cantora e compositora Vilma Ribeiro e a banda independente Subburbia, que acaba de lançar seu EP “Bullets”. Para completar as performances musicais, a banda Golden Penny faz um pocket show especial para os presentes.

A estilista Lisa Simpson, outra parceira do Escambo Fashion, estará presente com sua máquina de costura para fazer reparos e reformas na hora para os interessados.

A filosofia do Escambo é mostrar para as pessoas que elas podem se vestir bem e trajar sempre uma novidade sem entrar na roda vida do consumo. O mecanismo de troca é simples e informal.

Ah, e tem mais, a entrada no Escambo é gratuita, mas a organização pede que cada um leve um brinquedo para ser doado a uma instituição social.

Então, agora é só separar as suas roupas e acessórios, juntar uns cabides e desapegar! Chegue cedo para garantir um bom lugar nas araras.

O Escambo Fashion é uma ideia original das jornalistas Ana Clara Garmendia, Bia Moraes, Dani Brito e Kátia Michelle com apoio da empresária Alexandra Moro.


12.° Escambo Fashion
Onde: Hacienda Café, Al. Prudente de Moraes, 1.283, fone (41) 3018-9525
Quando: sábado, dia 26 de novembro, a partir das 15 horas
Contato: (41) 9951-9083


Vá de BIKE!

sábado, 19 de novembro de 2011

Da arte de mudar de assunto

Daí que fui tomar banho e dei a ordem para que a menina parasse de ler e se se arrumasse. Quando saí do quarto, nada! Dei uma de mãe:
- Helena, custa fazer as coisas que eu peço!
- Mãe!
- Não vem com essa de "mãe", eu pedi para você se arrumar e...
- Mãe!
- Deixa eu terminar, filha! Eu pedi pra você se arrumar e escovar os dentes, porque ainda tá parada?
- Mãe!
- O que foi??????
- Você tá tão linda!

sábado, 12 de novembro de 2011

Transformação

Para transformar aquele arroz branco sem graça que sobrou de ontem, você vai precisar de abobrinha, cenoura, cebola, alho, curry, nata e quem mais chegar.

Corte direto na frigideira com um pouco de manteiga já aquecida, cebolas em gomos fininhos, alho e deixe dourar. Rale grosseiramente a abobrinha, a cenoura (e quem mais chegar) e frite bem. Salpique um pouquinho de sal e muito curry até ficar amarelinho e cheiroso.

Coloque o arroz até que tudo fique bem quentinho. Uma colher de nata fresca ou creme de leite. Sirva em cumbuquinhas depois de uma (s) taças de vinho branco geladinho.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Felicidade é...

..  ganhar um desenho desses na quarta-feira de noitinha e não saber o que é mais fofo: as cortinas de bolinhas ou as princesas esperando na janela, enquanto os guardas guardam o castelo... ah, sim... a dúvida também traz felicidade... ou um tipo de... já que quem tem dúvidas, tem escolhas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Sobre as escolhas que fazemos


Eu não fiz a lição de casa! Ok, não era minha. Mas era uma lição em família que tinha que fazer na semana passada e eu esqueci completamente. Também pudera. Tivemos quatro aniversários de criança, encontros com amigos, cinema, passeio no parque. Diversão de final de semana, oras! Na segunda, quando me lembrei, saí de casa praguejando o ensino da segunda série que passa este tipo de tarefa. Ora, as mães são muito ocupadas hoje em dia! Passei a manhã na reunião do trabalho pensando que deveria ter levado a Helena para ver os pontos de referências do bairro, recolhendo coisas para que ela pudesse levar para sala. Não aguentei e voltei pra casa correndo, numa hora de almoço inexistente, para fazer uma maratona. Peguei a menina e a levei para um tour relâmpago pelo bairro antes de deixá-la na escola. Hoje de manhã (sim, sábado!) a sala dela iria apresentar o que as crianças acharam de mais relevante sobre o bairro que moram. De tudo que vimos aqui perto de casa, ela escolheu a Igreja das Mercês, essa aí da foto. Achou nos papéis e jornais que pegamos na igreja uma história muito fofa e contou na frente de dezenas de alunos e pais. Nem eu sabia: "Mercês é uma palavra que vem do latim e significa graça, benefício e  proteção. Os moradores que fundaram o bairro gostavam muito da Nossa Senhora das Mercês. Eles faziam proci... proci... procissões em devoção à santa." Bem, eu não faço nenhuma procissão ainda... mas que bom que decidimos morar aqui. "Graça, benefício e proteção" nunca é demais. Amém.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Saudosismo

Eu fiquei dez anos na Folha de Londrina. Foi meu segundo emprego em jornal. O primeiro foi no Estadinho, onde eu, a Ronise e o Marco (meus amigos de "infância"), demos início a uma amizade sem igual, que dura até hoje, independente da direção de cada um. Foram 13 anos vivendo um clima que hoje já nem existe. Gritaria, tensão de fechamento, sem hora pra sair. No Estadinho, imagina, tinha uma cantina que vendia cerveja. E na conta! Terminávamos a pauta e íamos pra cantina, nem saíamos do parque gráfico. E já aconteceu de surgir uma pauta e alguém ir lá buscar um jornalista que estivesse dando sopa pra escrever. A Folha foi o maior exemplo de jornalismo diário que eu podia ter. Trabalhar com o Mazza, ter o Leandro Donatti como chefe de redação e outros coleguinhas que hoje já nem sei por onde andam foi uma escola sem tamanho. Tenho várias histórias pra contar de todo esse tempo que ficou pra trás, mas deixa pra outra hora. É só que fiz esse frilinha pro Estadão e me deu uma saudade...
 
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos%20paladar,cidade-no-parana-recende-a-cuca,4705,0.htm

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sobre os espaços que ocupamos

Quando eu era pequena, costumava ficar sob a máquina de costura da minha mãe. Os pedais que se movimentavam embalavam a leitura de todos os livros da Coleção Vagalume. Antes de completar oito anos, eu já tinha devorado quase todos. “O Menino de Asas” entre os favoritos.

Enquanto lia sobre o menino que podia voar, eu não podia ter tantos movimentos assim. Naquele tempo (e depois que se usa essa expressão pela primeira vez, acho que tudo degringola) criança não ocupava muito espaço e tinha o seu lugar bem definidinho.

Penso nisso quase todas as vezes em que eu e Helena entramos em casa. Ela chega deixando a mochila sobre a mesa, tira os sapatos cuidadosamente e os ajeita ao lado do sofá. Pára para desenhar no quadro de giz que instalamos na cozinha, deixa recados bem humorados, abre a geladeira para pegar um suco e vai cantarolando pelo corredor com o gato - ou o Cara, diminutivo de Caramelo - no colo (*).

A casa toda é dela. Há desenhos e esculturas espalhados por todos os cantos. Tudo tão bonito e colorido. Minha vida é ocupada pela visão novidadeira que ela tem das coisas. Ela não fica sob os pedais, ela tem as asas do menino que voa. E as empresta para toda a gente que convive com ela.

(*) - Sim, já passei muita vergonha em padarias e supermercados, com a Helena gritando: "Mãeeeee vamos logo pra casa ver o Cara!!"

(**) O dinossauro foi um presente da Helena para o meu amigo de infância Marco Jacobsen, no aniversário do lindo do filho dele, o Theo. Eu roubei virtual e honestamente, porque né!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Flores em você




Coisa fofa do dia: a menina respondendo um teste de revista infantil:




"- Qual o seu hobbie?


- Minha mamãe."




(hehehhe, sim, ela sabe o que é um hobbie, só confundiu um pouco as funções)

Coisinhas



"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu fizeram-no de sangue e sangra todo dia" (Saramago)


* O cartaz - com frase do Leminski - foi roubado honestamente do face da Mariana Guedes.

domingo, 7 de agosto de 2011

Tempo, tempo

Acabo de ler. Também fiquei com vontade de viajar no tempo...

sábado, 6 de agosto de 2011

Amores

http://www.youtube.com/watch?v=Frgeo6YZLD8&playnext=1&list=PL3DED10E762ED37E7

terça-feira, 2 de agosto de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Publicidade




Por que eu nunca pensei nisso antes??

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Como eu vejo




Eu contei pra Helena que o gatinho tinha sido abandonado e que se a gente não cuidasse dele, ele poderia ficar na rua, com fome, cheio de pulga. Foi só um exemplo. Não precisava desenhar o gatinho com uma pulga na cabeça, né? Tudo bem... pelo menos agora ele tem ração e água... e muito carinho.

domingo, 26 de junho de 2011

Caramelo



Há algum tempo descobri que quando as coisas não saem como planejamos, precisamos mudar o foco. E nada como uma ajudinha felina. Taí o Caramelo, o mais novo morador da casa. Depois conto os detalhes de como ele nos encontrou.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Crescendo

aqui a matéria que fiz para a Revista Crescer, da Editora Globo.

Oba! Mais um Escambo Fashion!

11.° Escambo Fashion: recicle suas ideias sobre moda

Sabe aquela sandália linda que você comprou e aperta o seu pé? A blusa de babados que não tem nada a ver com você? A calça jeans desejada e encostada porque não combina com o formato do seu corpo? Chapéus, cachacóis, bijus e outras peças esquecidas no fundo do armário?

Está na hora de encontrar um destino digno a todo este investimento. O 11.° Escambo Fashion está chegando. Será no dia 2 de julho, sábado, no Hacienda Café.
Como sempre, o Escambo é muito mais do que uma feira de trocas. Além de renovar o guarda-roupa, é uma tarde de descontração, momento de encontrar os amigos – e fazer novos - e curtir um bom som. Nesta edição de inverno, mais uma vez o Escambo Fashion traz a cantora e compositora Wilma Ribeiro para um show intimista e cheio de estilo. O Subburbia também vai tocar.

A estilista Lisa Simpson, que acaba de chegar de uma temporada em Londres, onde fez cursos de modelagem e de confecção de chapéus, vai estacionar sua máquina de costuraa no Escambo para fazer reparos e reformas na hora.
Este também será a segunda edição do Escambinho, em que as crianças são incentivadas a trocar roupas, livros e brinquedos.

A ideia original do Escambo é mostrar para as pessoas que elas podem se vestir bem e trajar sempre uma novidade sem ter de ficar comprando feito loucas por aí, porque as vezes o “novo” ser algo que estava no armário de outra pessoa.

Ah, e tem mais, a entrada no Escambo é gratuita, mas a organização pede que cada um leve um agasalho para ser doado a uma instituição social.

Então, agora é só separar as suas coisas, juntar uns cabides e desapegar! Chegue cedo para garantir um bom lugar.

O Escambo Fashion é uma ideia original das jornalistas Ana Clara Garmendia, Bia Moraes, Dani Brito e Katia Michelle com apoio da empresária Alexandra Moro.

11.° Escambo Fashion
Onde: Hacienda Café, Alameda Prudente de Moraes, 1.283, fone (41) 3018-9525
Quando: sábado, dia 2 de julho, a partir das 14 horas
Contato: (41) 9951-9083 - Das Estratégias em Comunicação

segunda-feira, 6 de junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011

Tem conserto?

A Pati escreveu o livro "Crianças a bordo - Como viajar com seus filhos sem enlouquecer". Faltam cinco dias pra eu viajar, e preciso urgentemente escrever a versão "Como viajar sem a Helena sem enlouquecer"... Tá, exagero. Mas tem alguma coisa me apertando aqui dentro. Tem como tirar?

sábado, 4 de junho de 2011

Revista Crescer

A Revista Crescer já está nas bancas, com minha matéria:
"Uma mãe melhor (ainda) depois da separação".

Vou lá comprar.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pura poesia

Aos sete anos, a menina adora cadernos diferentes e agora está animada porque sabe escrever em letra cursiva. Decidiu escrever poesia e me pediu se eu tinha uns livros pra ela ler e se "inspirar". Tem muitos aqui em casa. Levou pra cama, desde Mensagem, de Fernando Pessoa, até Alice Ruiz, Clarice Lispector e Marquinhos Losnak. Achei demais, eu sei. Mas ela, super interessada, começou a copiar no cadernos algumas frases em manuscrito. Copiou várias, mas eu não podia deixar de notar essa aqui (que de tantos livros que ela levou, nem sei de quem é...):

"MEU ERRO É PROCURAR REPARAR UM ERRO DE AMOR. E UM ERRO ASSIM, TODOS SABEM, NÃO SE REPARA"

Ora, ora...

Engrenagens - porque o mundo gira

Eu escrevi uma matéria para Revista Crescer sobre maternida-de pós-separação. Quem me indicou pra Editoria Globo foi a querida da Nana. Eu não gostei de fazer só porque é um frila e eu adoro trabalhar e escrever. Gostei porque a matéria é em primeira pessoa e me fez pensar em um monte de coisas. Não é fácil ser mãe nem antes, nem durante, nem depois da separação, mas um sorriso, um desenho, um bilhetinho antes de dormir, compensam tudo. Compensam uma vida inteira. Mas depois dessa matéria, muita coisa aconteceu e eu fiquei pensando nas novas configurações familiares. E eu queria escrever sobre isso. Porque acho que tem tanta coisa por trás das coisas que as pessoas falam e fazem que mereceriam algumas matérias inteiras. Mas por enquanto, fico só pensando. Eu tenho uma engrenagem tatuada na minha nuca e acho que ela não para de rodar...Nem a vida... Tá de ponta cabeça agora, mas depois volta ao normal. Né?



sábado, 7 de maio de 2011

Domingo





A foto é do ano passado, mas eu adoro! Feliz Dia das Mães!

Sábado



domingo, 1 de maio de 2011

Fases


Dentro de mim tem uma lua cheia que não consegue mudar de fase. Tudo bem, o céu é logo ali. Para o alto e avante. Então olho pras coisas boas. E tem coisinha melhor que Helena? Mesmo que há alguns meses eu estivesse pensando em procurar o Pai Maneco, Oxalá, Ogum, simpatia, pimenta na cama, reza brava, São Longuinho. Tudo pra ver se a menina dormia sozinha. Eu fazia de tudo, contava história, deitava com os bichos, rezava, fazia teatro de lanterna, mas nada adiantava. Ela insistia em ficar na minha cama. E o pior: só dormia quando eu dormia também. Minhas noites eram insônias constantes. Eu dormia às 22 h, exausta de tentar fazê-la dormir e meia noite acordava para o "terceiro turno": responder e-mails, fazer pesquisas, ver um seriadinho pra distrair... Quando via o relógio batia às 5 da matina e a reprise do House ainda nem tinha terminado. No final de semana, no entanto, encontrei a solução: tremei, mamães! Dei a ela um edredon novinho "autografado" por todos os personagens do High School Music. Vejam, não estou fazendo alusão ao consumismo e nem aos pseudo-cantores chatinhos. Mas ela realmente adora esses meninos. Arrumamos o quarto, tiramos metade das bonecas com bocas riscadas (mania dela quando era bem pequena), colocamos pôsters novos nas paredes, arrumamos os livros e tchamram, edredon e travesseiros novinhos sobre a cama. Resultado? Um delicioso beijo de boa noite, o abajur ligado para a leitura (sozinha) e desligado (sozinha), porta encostada e uma noite inteirinha de sono para nós duas. E duas noites já se passaram! Da minha cama vazia eu penso em mais uma fase que passa. Minha menininha crescendo em seu quarto enquanto a lua brilha lá fora...É nova agora.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Super Rabbit




Ela ganhou uma camiseta com capuz e orelhas de coelho. Não tirou mais. Na madrugada do domingo acordou às 3 da manhã me chamando: "Mãaaaae, será que o coelhinho já passou?". Eu respondi que estava escuro ainda. "Mas, mãe, a gente acende a luz". Dorme,Helena! Só mais um pouquinho... Mais um pouquinho depois ela acordou e eu a deixei ir na sala. Pegadas de coelho espalhadas fizeram o olho da garota brilhar. E os meus, como sempre, se encheram de lágrimas. É bonito, bonito, vê-la crescer sem deixar a fantasia de lado. Porque no fim das contas, esse mundo mágico existindo dentro da gente é que nos faz crescer...

sábado, 16 de abril de 2011

É hoje!


Oba!!! Hoje é dia de Escambo Fashion! Quando a gente começou o evento, há um tempão, nem dava pra imaginar que ia se transformar nesse movimento todo. Muita gente bacana trocando roupas legais, praticando o desapego e saindo do Café Hacienda sem gastar nada e com a sacola cheia! Agora vamos, arrumem suas coisas e todo mundo lá!

sábado, 9 de abril de 2011

Caminhozinho


Caminhozinho por onde eu ia andando

e de repente te sumiste,

- o que seria que te aconteceu?

eu sei… o tempo… as ervas más… a vida

não, não foi a morte que acabou contigo;

foi a vida.

ah, nunca a vida fez uma história mais triste

que a de um caminho que se perdeu…


(Mario Quintana)

sábado, 2 de abril de 2011

Mania de explicação


Quando a Helena tinha uns dois aninhos, comprei pra ela o livro Maniadeexplicação da Adriana Falcão. Desde então, o livro é uma das manias aqui de casa, cada época com uma tônica diferente. Agora, ela mesmo lê e fica brincando de inventar explicações para cada coisa. Ela é boa nisso. Ontem, estava quase dormindo e pediu pra eu ler e perguntar pra ela o significado de cada coisa. Quando chegou ao final, veio a pergunta: "E pra você, Helena, o que é o amor?" E ela, com olhinhos de sono: "Amor é o que sinto por você mamãe". E dormiu...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Atualizações


Fui e voltei de Salvador e nada de postar aqui. Mas taí uma lasquinha.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Chan(G)ce

Uma amiga da Helena disse a ela que eu sou muito boazinha porque sempre dou "uma segunda chance". Quando minha filha faz algo errado, já vem logo dizendo: "Mãe, mais uma chance!". Outro dia comecei um discurso careta, dizendo que ela não teria mais essa alternativa. Bobagem! Sempre deveríamos ter direito a esse recurso. Até depois de sempre.

domingo, 20 de março de 2011

Desde pequena...


Tá. E o que é essa foto???
* (Não sei o crédito...)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Resgate

Aí eu dizia: "Eu lembro de esticar o braço pra alcançar os pés de cafés na estrada, durante a viagem". E elas respondiam rápido: "Isso foi na estrada tal, em tal ano". Eu brincava de lembrar: "Os pés de café secavam na lona vermelha... numa chácara, acho". E as tias complementavam "Era na chácara no Nil. Você tinha 5 anos". E eu continuei todo o feriado, pregando preças nas lembranças e comprovando que elas não são só minhas...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Crônicas de um retrovisor





Tenho pensado em escrever um livro com o título aí de cima. Ok. Não é verdade. Mas é que passo tanto tempo dentro do carro que vejo coisas que dariam crônicas diárias. De hora em hora, talvez... Só essa semana, já vi o sol nascendo, se pondo, engarrafamentos, fluxo fluindo, batidas, asfalto molhado, seco demais. Mas nada se compara a um cachorro atravessando a passarela da BR. Ele subiu as escadas trotando de um lado da rodovia, correu toda a extensão da passarela e desceu animadamente do outro lado. Um cachorro!!! E eu ainda fico aqui, pegando o caminho mais dificil . Preciso aprender a atravessar pontes.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Procura-se


"Mãe, em toda a minha vida eu só vi um vagalume", ela me diz, levantando a questão "Por onde andam os vagalumes" ? Tem outras coisas que se perderam no caminho, mas ela ainda não sabe. Será que existe um "achados e perdidos" de lembranças da infância?

24 horas







quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hoje


Gosto do gosto que as coisas tem. Depois de um tempo, eu gosto. Só isso. Gosto de chegar em casa. Gosto de fazer lição de casa. Gosto do meu primo dizendo "prima". Gosto dos meus tios me ligando pra contar nada. Gosto de dormir com a janela fechada. Aberta dá medo. Gosto de sentir medo. E de nem ter com quem compartilhar. Gosto de dizer "compartilhar" mesmo que não seja verdade. Gosto de gostar. E de confessar que não gosto. Porque isso, convenhamos, é o mais difícil. Talvez não goste. Pode, né?

(*) Tirei essa foto hoje, do celular, enquanto ia pro trabalho. Um engarrafamento gigantesco a minha frente. Mas olhar o céu, fez todo o sentido...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Coração partido


E dói ainda se manter firme diante do pedido de desculpas. Mas ainda dói...
(* Desenho da Helena, enquanto eu escrevia o post abaixo. Láaaa do castigo, obviamente.)

Ser mãe

Não. Não é fácil. Dizem que é padecer no paraíso. Espero que seja. Porque aqui na terra. Não. Não é fácil. Hoje veio a fada do dente. Antes veio mesada. Veio agrado. E ela, aos sete, ficava andando pra lá e pra cá com a carteira "recheada". Até que veio a prova de fogo. A sorveteria não aceitava cartão. "Paga com o seu dinheiro , filha, depois mamãe te dá". Fez escândalo na frente de todos. Chorou. Chorou por outras coisas. Misturou tudo. Disse que me odiava. Adolescente aos sete. Não ganhou sorvete. Não foi com os outros. Eu muda. Levei pra casa. Bati o carro. Levei pro quarto. Tirei o dinheiro da carteira dela e rasguei em pedacinhos. "Dinheiro não tem valor. O que vale é a educação. É o que a gente sente. É o que a gente respeita". Fechei a porta e institui o castigo. Aos sete. Não é fácil ser mãe. Dói como se o coração estivesse sendo rasgado em pedacinhos. Todos os dias.

Igual a tudo na vida

" - Eu também me interessei por você desde a primeira vez que o vi.

- Sério?

- Claro! Você não percebeu pela maneira como te ignorei?"

(Nada melhor do que rever filmes antigos para começar bem a manhã de domingo).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Diálogos internos

Pior que ficar na cabeça com a máxima "sempre não é todo dia" é saber que isso veio daquela música... ah, deixa pra lá...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O gosto da vingança


"Ele acordou chorando. O mestre perguntou: - Teve um pesadelo?
- Não.
- Teve um sonho triste?
- Não.
- Então por que está chorando?
- Porque meu sonho nunca vai se realizar"
Esse é um dos diálogos que permeiam o filme coreano "O Gosto da Vingança", do mesmo diretor de "O Hospedeiro" e "Mother". Adoro as soluções de filmagem. As sutilezas das cenas mais comuns. Tudo parece uma coreografia. Até (e principalmente) quando vira uma espécie de kill bill.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Leite condensado

De antes nem vou contar. Todo o resto aconteceu em um intervalo de uma hora. Meu carro estava vazando gasolina durante uma reunião que eu não podia interromper. Depois estava atrasada para buscar a menina na escola. Dei carona para amiga dela e também não dava para parar o carro. Tinha mercado para passar. Passei. Rápido. Ingredientes para o bolo do piquenique que ela recusou que eu comprasse. Só valia se eu fizesse. Comprei farinhas, fermentos, cacau. Chego em casa esbaforida, aviso de corte de luz. Ué, mas eu paguei janeiro. Sim, e dezembro não. Acho a conta, corro com a criança a pé para o banco porque o carro vaza gasolina. Chega no banco, cadê o cartão? Esqueci no mercado. Mercado não achou. Será que é hora de parar? Mas o bolo ficou lindo e quase nem dá pra notar o despedaçado colado com cobertura de leite condensado...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Amanhã

Ela faz sete anos amanhã. Escuta música no MP3 quando saí de casa, empresta meus óculos escuros e se enfeita toda. Como se precisasse. Ela todinha é um enfeite. Parabéns, filha!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SPFW (ou perseguição fashion)

Quando saí da Folha, alerdeei: "nunca mais vou cobrir SPFW"! Não é que não goste, acho divertido. Mas ficar uma semana longe da Helena é como ter o coração batendo fora do peito. Uma edição de intervalo depois, tenho que voltar pra SP. Não fico tranquila, mas tenho que estar. Foi dada a largada.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como faz?

Eu queria que a insônia me deixasse...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ilusão de ótica


Encontrei sem querer nos meus e-mails. Faz parte do antes. Mas é sempre uma ilusão de ótica, né?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cautela


"Melhor prevenir do que remediar, disse o monge ao decidir sofrer por antecipação".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"Só o que sinto explica o que faço"

Em janeiro de 2004 minha Helena estava quase nascendo. Eu estava com esse barrigão aí. Mal aguentava ir pra redação. Nem estava saindo mais para entrevistas. Mas teve uma que não pude recusar: cobrir um documentário que estavam fazendo sobre Helena Kolody. Seria a última entrevista dela, já que ela se foi poucos dias depois. Ela nos recebeu na casa dela, ali na Praça Osório, pertinho da Folha. Quando entrei, ela sorriu pra minha barriga e eu disse: "aqui dentro tem uma Helena". Ela me abraçou com esses olhinhos que fazem os meus encherem de lágrima só de ver essa foto. Abeençou minha barriga e disse coisas lindas. Eu era outra. Tanta coisa aconteceu desde então. Mas acho que Helena, a filha, foi tocada por essa sensibilidade de poeta. Eu também fui, porque dentro de mim há uma alma que sorri e chora a qualquer movimento brusco. E recorro a Helena, a Kolody, para verbalizar: "só o que sinto explica o que faço".

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cenouras (ou quem precisa de batatas?)

Descobri que cenouras e abobrinhas brancas dão um ótimo caldo para sopa. Ou seja, a criatividade é amiga do pânico do mercado. Refogue na manteiga dentes de alho eventualmente perdidos na geladeira. Salpique cebola desidratada. Corte em cubos as cenouras babys e a abobrinha e refogue. Se tiver um pedaço de frango em cubos tanto melhor, mas não essencial. Tudo na panela de pressão por rápidos 15 minutos. Enquanto isso cozinhe separado macarrão de canudinhos pequeninos ou argolinhas. Tire o caldo da pressão, bata no liquidificador, volte para panela e adicione uma colher generosa de requeijão aviação, sal e noz moscada. Mexa devagar. Vá colocando o macarrão já cozido aos poucos, de modo que fique pouco macarrão e muito creme. Desligue e para finalizar cheiro verde picadinho. Eu não tinha. Mas imaginei.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Uni duni tê


É que depois de uma certa idade, as escolhas acontecem a todo momento e vão te determinando. Desde o açúcar (ou a falta dele) no café até levantar (ou não) pela manhã. As escolhas. Nem sempre têm retorno. É como riscar num labirinto num livro de 500 atividades para crianças nas férias comprado na Saraiva. Você rabisca para descobrir o caminho, mas se ele não for o correto, está lá o colorido te acusando. Bláh. Mas nem sempre é só um brinquedo de criança.