domingo, 30 de maio de 2010

Cenas de uma manhã de domingo


Tem filmes que eu queria muito ter visto no cinema, mas por falta de tempo ou coisa parecida, me contento com as poucas polegadas da tv aqui de casa. O sul-coreano Mother é um desses casos. A cena de abertura, com a atriz principal dançando em um campo de arroz, já vale, mas nada como a cena em que ela sai escondida de um armário de roupas, tentando não acordar o morador, que está dormindo. Esbarra em uma garrafa d´água, mas o cara não acorda com o barulho. A água escorrendo devagar e em silêncio até tocar a ponta dos dedos dele é responsável por isso. Dá para imaginar? Não. Tem que ver. Corre lá.

Tempo, tempo


Não é só a janelinha que mostra o crescimento da menina. Ela já arriscou tirar as rodinhas da bicicleta e faz perguntas do tipo: "Mãe, se Curitiba está dentro do Paraná, o Paraná esta dentro do Brasil, O Brasil dentro da Terra e a Terra dentro do Universo, o Universo está dentro do que?"
Não sei... mas desconfio que está dentro do meu amor por ela...

sábado, 29 de maio de 2010

Mosaico


Meu celular criou vida. Saltou da minha mão e foi beijar o chão, o carente. Mas ficou tão, tão bonito, que nem quero trocar o aparelho... Valorizo a cada instante as coisas se tornando únicas.

domingo, 23 de maio de 2010

Como vencer um sábado frio e chuvoso

Depois da luz acabar misteriosamente em casa, convide um menininha para passear nas lojas do centro, em busca de formas para fazer biscoito. Termine de se arrumar com o brilho dos olhos da menina. Ignore frio e chuva e o preço dos estacionamentos centrais. Faça da busca por formas uma aventura e encontre os produtos apenas na terceira loja visitada. De quebra, arrume uma vendedora simpática que conte para a menina que a cada data comemorativa chegam novas forminhas. Veja a simpatia da vendedora desaparecer quando a menina pergunta. "E no Ano Novo, quais são as formas que chegam?". Saia da loja com formas de estrelas, corações, pessoas, luas - que podem ser sorrisos ou bocas tristes - flores e o que mais a imaginação mandar. Enrole, que ainda é cedo e há muita chuva por vir. Almoce, vá na livraria, tome café e quando o desejo da menina por fazer biscoitos for tão forte a ponto da manha se aproximar de mansinho, vá ao supermercado comprar os ingredientes. Parabéns, você chegou às 17 horas! A partir daí, prepare-se para ver a casa (e você e a menininha) toda suja de farinha e olhos ainda mais brilhantes quando a primeira fornada de biscoitos sairem quentinhos. Diga sempre: "Saindo mais uma fornada". E quando a menina for dormir feliz e contente e falar: "Mãe, hoje foi o dia mais feliz da minha vida. Adorei fazer biscoitos com você, mas queria te perguntar uma coisa: O que é fornada?" Então você sorri e dorme feliz.

Em tempo: achei na internet e resolvi testar: 1 copo de nata fresca, 4 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de chá de fermento. Misture tudo e vá despejando farinha de trigo até formar uma massa que desgruda da mão. Amasse bem, "abra" a massa na mesa com uma garrafa (porque aposto que, como eu, você não tem rolo de macarrão) e use as forminhas para cortar. Passe em açúcar cristal e coloque em forma untada até ficarem douradinhas. Delicie-se com as fornadas.

domingo, 16 de maio de 2010

Ruídos

Ruídos na comunicação doem tanto quanto dor de ouvido. Eu queria me deixar na caixa-postal... mas não consigo.

Eyjafjallajökull - por Sean Stiegemeier


Lindo!

Fogo!

Saímos de casa cedo ontem pra resolver uma série de pendências. Eu tentava voltar pra casa o quanto antes, mas Helena saiu com uma que me convenceu: "Mãe, ficar em casa é muito legal. Por isso eu quero deixar por último". Depois de arrumar o carro, almoçar, brincar, passar no pet shop pra ver uns cachorrinhos, pegar DVD, passar na farmácia para comprar a escova de dente mágica que vai lembrá-la de escovar os dentes de manhã, tarde e noite sem que eu precise mandar, passar na praça pra ver um batuque que estava rolando, enrolar, chegamos finalmente em casa. Já da escada senti um cheiro de queimado e pensei quem tinha sido o cuca fresca que tinha esquecido alguma coisa queimando. Pois bem, quando entro em casa, o azulejo ao lado do fogão, antes branco, estava marrom, a colher de pau estava no chão pela metade e toda preta. E o resto... bem... deixa pra lá... Mas sobrevivemos sem nenhum chamuscadinho.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Fada do dente



Eu não me lembro de ter ido ao dentista para arrancar meus dentes de leite. Eles simplesmente caiam, agarrados a maças ou presos, mesmo que inadvertidamente, em alguma porta. Pois bem. Hoje em dia não é mais assim! Os dentes de leite não caem sozinhos de jeito nenhum e precisam da ajuda e do tempo da mãe, da dentista, da assistente, e do trânsito, para poder chegar ao destino sem risco. Ontem, resolvida a ajudar o dente de leite da Helena cair, pois o outro já estava esprimidinho atrás da boca, levei-a a primeira dentista que aceitou o desafio com melhor custo-benefício. Ela chorou um pouquinho já para passar a pomadinha, mas adivinha? Dispensou anestesia, fechou os olhinhos e disse "pode tirar". Voltou pra casa toda feliz, com a segunda janelinha (a primeira também teve que ter ajuda do dentista) e muito orgulhosa. Só tinha uma dúvida: se a fada do dente tinha visto toda a sua coragem e se isso reverteria em mais moedinhas debaixo do travesseiro...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Até hoje

Você sabe quando o dia não vai começar bem quando demora 17 minutos pra sair da garagem e mesmo assim consegue raspar o lado esquerdo do carro e trincar o retrovisor do lado direito.

Você sabe quando o dia vai terminar bem quando escuta sua filhinha falar ao telefone: "Tchau, mãe. Até hoje!"... mesmo que não seja verdade...

domingo, 9 de maio de 2010

Tempo, tempo

Comentário da Helena "pé-grande" sobre a foto abaixo: "Mãe que foto é essa? Nossa é muuuuito antiga. Esssa sapatilha ainda cabia em mim"... (ela tem razão, os sapatos duram menos de 3 meses pra ela...)

Dia das Mães


Gosto tanto dessa foto. Talvez porque seja um momento genuíno, que o Daniel Sorrentino pegou ao acaso no Festival de Teatro do ano passado. Já devo ter postado aqui, mas coloco de novo pra marcar o Dia das Mães. Quero mandar um beijo pra minha mãe, pra você e pra todas as amigas-mães que me ajudam a solucionar os curiosos casos da infância: Fer, Ronise, Dani, que não tem blog, mas deveria, Pati, Ju, nossa psicologista (como diz a Marina), de plantão, Ivana, Tati, Adriene, minhas irmãs e todas aquelas mães que não esqueceram que, acima de tudo, são mulheres e lindas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Comidas que dizem coisas

E também tem o chá de gengibre da Oli que, acompanhado do sanduíche doce, uma inusitada combinação de brioche com passas, queijo Emmenthal e geléia de morango, sussurra: "respira e segue em frente!".

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Contas ao chão

Como de costume, eu esperava a menina na saída do portão. Ela vem lá do fundo, mochila nas costas, lancheira na mão. Equilibrava cuidadosa o pano de prato xadrez que costuma levar para forrar a carteira na hora do lanche, todo enrolado com fita crepe amassada. Chorava. Tanto. No guardanapo, parecia levar um animal ferido. Não entendia uma palavra do que dizia, portanto só abracei. Alguns passos depois, mais calma, mas não menos chorosa, me contou que tinha levado todas as moedas do cofre para escola, pois tinha uma feira indígena. Comprou pra mim um colar para o dia das mães, que guardou direitinho no pescoço. Mas ao levantar da cadeira, depois da atividade livre, olha só (mais soluços), o colar arrebentou e as contas foram ao chão. Ela tentou pegar e enrolou todas no pano xadrez, que levava como se fosse um ser vivo. E era...

Mais


Também assisti a esses dois no final de semana, mas não deu tempo de comentar (e hoje já é quarta). Só recomendar.

sábado, 1 de maio de 2010