quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Bukowski

Primeiro vi. Depois li por aí. Acho que é porque você tem que ver também.

há um pássaro azul no meu peito que quer sair
mas eu sou duro demais pra ele
eu digo, fica aí, não vou
deixar que ninguém o veja.

há um pássaro azul no meu peito que quer sair

mas eu jogo uísque nele e dou um trago no meu cigarro,
e as putas e os garçonse os balconistas dos mercados
nunca percebem que ele está
aqui dentro.

há um pássaro azul no meu peito que quer sair
mas eu sou duro demais pra ele
eu digo, fique quieto, quer acabar comigo?

há um pássaro azul no meu peito que quer sair
mas eu sou bastante esperto, deixo que ele saia
somente em algumas noites enquanto
todo mundo está dormindo.
eu digo: eu sei que você está aí,
então não fique triste.

depois, o coloco de volta em seu lugar,
mas ele ainda canta um pouquinho

lá dentro, eu não deixo
que morra completamente
e nós dormimos juntos
assim, como nosso pacto secreto

e isto é bom o suficiente para
fazer um homem chorar,
eu não choro,
você chora?

domingo, 26 de dezembro de 2010

Salto

2010 foi o ano em que tentei me despedir das mágoas (não consegui totalmente, mas 2011 vem aí). 2010 foi o ano em que deixei uma década para trás. Que mudei de emprego. Que tive coragem de dizer não. Que disse muito sim. 2010 foi o ano em que aprendi a respirar. Que fiz essa foto linda da Helena saltando no pula pula. 2010 foi um ano de saltos. Que em 2011 o impacto seja menor. Para todos. Amém.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Elefantes nadam


E que em 2011 eles possam voar.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Recadinho


Coitadinhas da Nana e da Ronise... Perdem tanta coisa longe do Facebook...

Arroz

Quando eu era pequena, eu costumava espalhar a comida pelo prato e dizer com orgulho que eu tinha acabado. Não sei porque me lembrei disso hoje. Eu devia ter uns seis anos e estava na casa de uma amiga. Me lembro da mesa da cozinha, me lembro do granito, dos azulejos azuis e de espalhar milimetricamente o arroz pelas bordas do prato. Mas não sabia o que fazer com a carne nem com a banana a milanesa. Acho que até hoje não sei resolver as grandes porções e fico espalhando os grãos de arroz pelas bordas.

Arnaldo Baptista

Calvin


Hoje estava na Itiban folhando, entre outras coisas muuuito legais, dezenas de Calvin´s que tem lá. Zapeando por aqui encontrei essa tira. Perseguição!

Horizonte

Uma saudade que dói.
Acho que é porque não existe mais.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Poder de síntese


... "Uma flor à margem do rio para ele era uma flor amarela e não era mais nada.... Mas há uma diferença. Depende se se considera a flor amarela como uma das várias flores amarelas ou como aquela flor amarela só. É que para tal homem, essa flor amarela era uma experiência vulgar, ou coisa conhecida. Ora, isso não está bem. Toda coisa que vemos, devemos vê-la sempre pela primeira vez, porque realmente é a primeira vez que a vemos. Então cada flor amarela é uma nova flor amarela, ainda que seja o que se chama de a mesma de ontem. A gente já não é mais o mesmo nem a flor a mesma. O próprio amarelo não pode ser já o mesmo. É pena a gente não ter exatamente os olhos para saber isso, porque então éramos todos felizes".

(Fernando Pessoa num rara edição portuguesa de 1975 que eu tenho. Ilustração de Gustav Klint, porque eu quis)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pequeno retrato de dentro de nós


Em caixinhas. Deve ser assim que a gente sente...o problema é guardar tudo isso...

domingo, 28 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Liniers do dia


Um minutinho


Muito trabalho na última semana... Mas alguns minutinhos compensam tudo.

Lápis e papel

Ela tem seis anos e ontem descobriu que gosta muito de escrever. Enquanto eu estava no banho, ela pediu se podia transformar um bloquinho que eu tinha dado em diário. Ficou impressionada com a capa do bloco "Você faz acontecer", slogan de uma campanha de empresa (mas ela não precisa saber disso). Quando voltei a dar atenção, ela já tinha escrito umas quatro páginas ininterruptas, contando tudo sobre sua última semana. "Minha vida anda complicadinha..." começou a menininha. Eu fiquei em choque. Não porque a vida dela está "complicadinha" aos seis anos, mas pela maneira como ela conseguiu colocar tudo no papel. Eu não sei em que momento a gente entende o que sente e consegue se expressar. Eu ainda nem consegui. Preciso de umas aulas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A vida seguindo


Nem vou dizer aqui que não dá tempo de postar. Que a vida está corrida. Que ando trabalhando demais. Tudo isso é verdade. Mas é a vida seguindo que está me deixando ausente. Tenho ideias de textos todos os dias, coisas que queria escrever aqui pra não esquecer, mas tem outras coisas acontecendo - e outras não - que impedem. Para constar: ainda não comprei uma chaleira e uso a sem cabo, mas ela me parece bem assim. Tudo parece tranquilo e como deveria ser. Até as intemperies e as coisas que não consigo alcançar...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Zamioculcas

Li esse texto aqui e adorei!

Zamioculcas

(Joana D’Arc Bussular Diniz)

- Como se chama aquela planta que quase não precisa de cuidados, resiste a ambientes fechados com pouca luz e ar condicionado?
Com essas palavras, iniciei o diálogo com a vendedora que me atendeu naquela tarde de terça-feira, quase no fim do expediente. Estava à procura de uma planta para decorar minha sala de trabalho e trazer um pouco de vida àquele ambiente sem sol onde passo a maior parte dos meus dias. Frio. Cinza. A sala e os dias.
Zamioculcas, este é o nome da planta.
De folhas firmes, de cor verde-escura, brilhantes. Presa em seu caule, a informação sobre ela: originária da África, resistente, aguar duas vezes por semana… Observando-a penso que seria muito interessante se o ser humano também viesse com um panfleto informativo preso em seu pescoço… Isso evitaria tantos problemas de convivência e danos ao espírito, um tanto desgastado pelos relacionamentos frustrados e incompletos.
Seria simples assim:
- Olá, muito prazer! Posso ler seu panfleto informativo? Vejamos… Gosta de ler, mas não suporta Pessoa, dorme só no escuro, acorda de mau-humor… Não. Não vale a pena investir nessa convivência…
Seria assim, infinitamente mais simples. Mas não é.
Viver requer enfrentar o desconhecido. É se redescobrir no outro, na incógnita das surpresas diárias.
Invejo em meu íntimo a força das zamioculcas. Mesmo em ambientes adversos, sem luz solar, ventilação adequada, onde qualquer planta mais frágil sucumbiria facilmente, ela suporta. Precisa de pouco para se manter forte, viva.
Eu, ser incompleto, preciso de mais para viver…
Busco completar a minha vida com a vida de quem me rodeia. Interesso-me verdadeiramente por quem está ao meu lado. É como se as histórias do outro fossem parte também da minha história.
Penso que sou assim desde o útero materno, onde, por graça de Deus divino, dividi a morada com outro ser antes de fazer parte deste mundo. Sinto que já ali precisava de presença, de olhar nos olhos, de estar perto, sentir o cheiro, de tocar as mãos, ouvir um coração junto ao meu.
Não sou como elas, as zamioculcas. Sou frágil. Sigo buscando no outro aquilo que falta em mim.
Às vezes erro. Muitas vezes acerto. Em todas às vezes aprendo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

São só 3 dias para o fim do mês!


(uma graça essas imagens! Mais aqui )

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Encantada

A Helena devia ter uns três anos quando vimos "En-cantada" pela primeira vez. Achei horrível! Como pode um filme para crianças destruir contos de fada de uma maneira tão... cruel?? Nem lembro se foi exatamente isso que pensei, mas o que importa é que abominei o longa que mistura animação com atores de verdade. Passado alguns anos, esse é um dos DVDs preferidos aqui de casa. Sabemos todas as músicas e eu e Helena adoramos a parte em que os bichos de Nova York aparecem para ajudar a princesa a arrumar a casa. Nada de veadinhos e esquilos fofos. Em Nova York tem ratos, baratas e moscas e uma pomba que come a barata ajudante no final da musiquinha. Ótimo! Acho que de uns anos pra cá parei de acreditar em contos de fadas. Devo estar no mínimo três décadas atrasadas, mas é o que temos. No lugar de sonhos a gente se depara com um vida que muda de cabeça pra baixo a todo momento. Mas eu
continuo sonhando em estar em Andalázia quando isso acontece...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Helena, a filósofa


A Dani, minha amiga, editora do Viver Bem, da Gazeta do Povo, fez uma homenagem linda linda para Helena. Reproduzo aqui:


Helena, a filósofa

Publicado em 17/10/2010 Danielle Brito

Há um momento em que as crianças começam a en­­­­tender o mundo e a expressar sua pró­­­pria vi­­­são so­­­­­bre as coisas. Helena, 7 anos, minha afilhada por afinidade, solta frases cada vez mais elaboradas e, sobretudo, engraçadas. Com a ajuda da mãe, Katia Michelle, separei alguns pensamentos desta pequena filósofa:

“– Mãe, vou pedir um cachorro de Natal.
– Helena o Papai Noel não traz animais de presente...
– Como você sabe?
– Bem, eu já passei por muitos natais.
– Ah, eu sei...1.975, né?”
Vendo uma cena romântica e mostrando porque as mulheres são diferentes:
“– Mãe o que ele disse?
– Que está indo embora.
– Não, o que ele quis dizer com o que ele disse?”
– Mãe, me dá suco?
– Não. Termina a sopa primeiro.
– Por quê?
– Porque faz mal bebida gelada e comida quente ao mesmo tempo!
– Mãaae, a vida é um desafio!” (hã?)
“Helena, tira esse cabelo do olho senão você vai ficar zarolha que nem um caranguejo!
– Mas, mãe, caranguejo nem tem cabelo...”
Assistindo tevê: “Mãaae, vem ver! É livre para todos os públicos... Ei, eu sou pública?”
Sobre a lógica: “Mãe, o meu tênis tá amarrado com laço italiano. (Hã?) É que o professor de educação física lá da escola morou na Itália e foi ele quem deu o laço...”
“– Helena, para de mexer a cabeça!
- Por quê?
- Porque fica mais fácil pentear seu cabelo!
- E por que você tem que gostar das coisas mais fáceis?”
Helena brincando de fazer mala pra viagem e a mãe comentando: “Ah, tá! Não tem nada de frio nessa bagagem!”. E ela, bem rápida: “Erde, mãe, já despachei!”
Ainda “viajando” : “Mãe, eu morava em Nova York e você em Londres. É longe. Eu não vou poder te visitar!”
– Mãe, você queria morar num ‘predifício’ bem alto?”
E no salão, a mãe deixa Helena pintar as unhas: “Mãe, que cor as noivas pintam?
– Hum, branco...
– E as rebeldes?”

sábado, 16 de outubro de 2010

Um dia após o outro






Hoje vou matar meu cabelo. E ir ao cinema.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Conectada

Eu ganhei um celular. Não é um celular qualquer. Pra começar, ele não tem o visor quebrado, como o meu tinha antes. Ele recebe e-mails e está o tempo todo conectado no facebook, o que faz que mais da metade da minha concentração, que já não era muita, se desperce durante o dia. Eu confesso: estou completamente apaixonada por esse aparelhinho. Mas eu só queria uma coisa: que ele completasse - e recebesse - ligações, embora ache que não inventaram tecnologia tão avançada...

Invisible


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Run


Em alguns dias, preciso lembrar quem eu sou...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vejo cores em você


Quando Helena era pequena, fomos passar um ano novo na casa de um amiga. Na casa, tinha uma mesa cheia de animais coloridos em miniatura. Aqueles em vidro. Um terror para mães de crianças de dois anos, mas tentei me controlar. Um minuto de distração foi o suficiente para acontecer o inesperado. Helena separou todos eles por tamanho e cor! Ela já dava sinais de que - diferente de mim - tem uma mente organizada, que funciona com rotinas e sequencias. Nada muito grave, claro, pelo contrário. Lembrei disso porque a nova fixação da menina é um sucrilhos colorido de gosto duvidoso e que ela insiste pra comprar sempre e sempre. Comecei a me interessar pelo paladar dela (não a ponto de experimentar a gororoba multicolor), até que descobri que o sabor está em segundo plano. Em uma conversa com a prima, ela confessa: "Eu gosto de comer em sequencias. Primeiro como os verdes, depois os amarelos, os rosas e só depois como os roxos!". Agora entendo porque minha pia amanhece toda roxa...

domingo, 10 de outubro de 2010

Um dia de domingo

Se você tem filhos em idade (pré) escolar ou mais velhos, não tem, mora em Curitiba (ou não), mas absolutamente não entende o motivo de todos os domingos dos últimos 12 meses serem frios, chuvosos e cinzentos, é melhor aprender essa receita de bolo de cenoura para as tardes dos finais de semana. Tem um sol dentro dele. Anote.

Ingredientes: Três cenouras médias cruas, 3 ovos, 2 xícaras de farinha de trigo integral, 1 xícara de farinha de trigo branca, 2 xícaras de açúcar mascavo, 1 xícara de açúcar branco, 1 xícara de óleo, 1 colher (sobremesa) de fermento em pó.

Para a cobertura: 1 xícara de açúcar mascavo, 1/2 xícara de cacau em pó, 1/2 xícara de leite e 1 colher de manteiga.

Modo de preparo: Bater no liquidificador as cenouras, óleo e os ovos. Em outro recipiente, misture todos os ingredientes secos e jogue a mistura do liquidificador sobre eles, batendo muito bem com uma colher de pau. Leve ao forno já aquecido em forma untada por mais ou menos 30 minutos.

Enquanto isso, leve ao fogo baixo todos os ingredientes da cobertura em uma panela, mexendo muito bem até engrossar.

A casa toda fica com aroma de cobertura. Depois é só fazer uns furinhos no bolo e despejar a cobertura em cima.

Um pedaço quentinho é capaz de aquecer o coração.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Conclusões

"Mãe, vou pedir um cachorro de Natal.
- Helena o Papai Noel não traz animais de presente...
- Como você sabe?
- Bem, eu já passei por muitos natais...
- Ah, eu sei... 1.975, né?"

sábado, 2 de outubro de 2010

Carvão


É a coisa mais católica, de auto-ajuda, otimista e outros istas que já ouvi, mas não consigo tirar da cabeça. É algo que diz - mais ou menos - que a raiva é como atirar um carvão queimando. Você pega as pedras para atirar, mas queima a mão primeiro. Não quero mais atirar pedras.

Horizonte


E eu que só queria que as coisas dessem certo. Que a noite anoitecesse. Que a menina estivesse em segurança. Que a paz reinasse. Que as pessoas conversassem, apenas. Mas no fundo, são só pétalas depois de sopradas. Eu acho.

domingo, 26 de setembro de 2010

Tempo

"- Mãe, que ano de dois mil você nasceu?
- Er... filha, a mamãe nasceu em mil novecentos e...
- Nooooooooooooooooossaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! "

Socorro!


Eu encontrei uma lagartixa aqui dentro de casa! Eu olhei pra ela e fingi que não vi. Ela me olhou e virou o rosto. E seguimos, fingindo que nada aconteceu.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Hoje

Eu queria estar sentada num daqueles balanços de varanda...

Mapas do acaso



















"Âncora, vela
Qual me leva?
Qual me prende?"



(Qual a pena pra quem escuta Engenheiros no carro????)

Receita

Receita para colocar sorriso no canto da boca: escutar a garotinha falando "Mãe, a lua está deslumbrante..."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Dica miojo do dia

Ingredientes:

1 porção de macarrão parafuso
1 colher de pesto
um gole de vinho branco
duas colheres de creme de ricota
parmesão ralado

Modo de preparo
Aqueça o macarrão parafuso já cozido na manteiga e no vinho branco, coloque uma colher de pesto, mexa bem e por último o creme de ricota. Sirva na cumbuca com parmesão.

Bem bom.

sábado, 18 de setembro de 2010

Tendo a lua





"Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim ..."

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Zoo

No dia em que fomos ao Zoológico, ela acordou às 5h30, ainda escuro lá fora. "Mãaaae, mãaaae, vamos!". Expliquei que era cedo, muito cedo e voltei a dormir. Quando acordei, meia hora depois, ainda sonolenta, vi a menina no cantinho da minha cama, toda vestida - incluindo sapatos - com um pratinho com uma banana melecada com mel. "Café da manhã, pra gente não se atrasar!". Vi que não ia ter jeito. Levantei para fazer o bolo para o nosso piquinique e olhei os bichos que ela tinha desenhado no dia anterior e que queria muito ver no passeio. O elefante não tinha no zoo e ela notou que o hipopótamo é um pouco diferente na vida real. Adorei a girafa com dentes e a justificativa para o leão em pé: "quando não sei desenhar o bicho do jeito que ele é, eu o desenho em pé".




















































Corrente

Inspirada na Nana, (que lindamente atualizou o blog), fiquei pensando nas coisas bregas que gosto de fazer. Não foi difícil fazer uma listinha:

* Balançar a cabeça enquanto canto, sozinha no carro

* Falar "lindamente"

* Escrever coisas no diminutivo (mas falar jamais)

* Dormir de meias

* Amar comer em cumbuquinhas

* Chamar as melhores amigas de "amiga"

sábado, 11 de setembro de 2010

Do outro lado da janela


Tem uma coisa que não me sai da cabeça. Alguma coisa que diz que a gente deve aprender a viver a vida que a gente leva e não a vida que a gente planejou viver. A expectativa. Tudo tem a ver com a expectativa. Quando você para de ter expectativas acho que as coisas melhoram. Não sei porque ainda não aprendi a parar de ter. Eu penso muito. Acho. E acho muito. E espero muito. E quase nunca do que espero acontece. Na frente da minha janela do quarto tem outra janela. Eu tenho insônia. E quando acordo a outra janela está sempre com a luz acesa. Eu sempre penso porque aquela janela tem uma luz acesa. E hoje pensei que aquela janela olha pra minha luz e pensa: por que aquela luz tem uma janela acesa? Acho que tem tudo a ver com expectativa...

Mitos da infância

- Helena, tira esse cabelo do olho senão você vai ficar zarolha que nem um caranguejo!
- Mas mãe... caranguejo nem tem cabelo...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Para Ronise

SUGESTÕES PARA ATRAVESSAR AGOSTO

"Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro – e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente. (...)"

Caio Fernando Abreu

Sem legenda


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Divagando


"Mãe, eu já sei com quem você pode casar!!! Com o Troy!!! Ah, não... ele é muito novo pra você..."
(Helena, me ignorando completamente)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Certezas

"Estou ciente de minha vulnerabilidade. Emocional e física. E isso é bem mais do que um bom homem pode suportar. O que eu não tenho certeza é se sou realmente um bom homem. E isso derruba uma porrada de meias certezas na minha vida".

mais aqui

O dom da ironia


E na hora da janta, com o pratinho na frente dela:
- Mãe, lembra que você me deixou comer macarrão com as mãos no meu aniversário?
- Sim, mas hoje não é seu aniversário!
- Eu sei! Eu só estava CO-MEN-TAN-DO (meio brava e pegando o garfo...)

Fazendo pose no Escambo



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

No caminho, há uma estrada

Eu levo muito tempo de casa até o trabalho, então tive que aprender a reconhecer os obstáculos. Sei quando lá na frente há uma pista que se abre e os carros se atropelam para fazer parte do caminho, sem pedir licença. Eu mudo a direção. Eu acelero e reduzo quando há buracos. Quase que automaticamente. Para atravessar tudo isso é preciso uma trilha sonora condizente com o clima e o astral do dia. Silêncio também é barulho. A música -ou a falta dela- me ajuda quando preciso alterar a rota, ir mais devagar ou ligar a seta. A trilha conduz. Eu queria que minha vida fosse assim. Não gosto quando há gente lenta demais na minha frente, mas ultrapasso com carinho, pedindo licença. Tampouco sossego quando alguém acelera atrás de mim, com uma luz alta que cega. Ultrapasse pela esquerda, por favor, sem fazer alarde. Os imprevistos, atravesso com cuidado, que é pra não danificar o motor ou a lataria, embora saiba que o desgaste é natural. Afinal, a estrada deixa marcas e eu levo muito tempo pensando no caminho.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma revolta

"Quando o amor é grande demais torna-se inútil: já não é mais aplicável, e nem a pessoa amada tem a capacidade de receber tanto. Fico perplexa como uma criança ao notar que mesmo no amor tem-se que ter bom senso e medida. Ah, a vida dos sentimentos é extremamente burguesa."

Clarice Lispector

domingo, 22 de agosto de 2010

Melinda e Melinda


Agora no GNT. Tinha esquecido como é bom!

Origem



Fui ver A Origem e saí do cinema com a sensação de que as coisas estavam desmoronando atrás de mim. Será que estou no sonho errado?

Desejo

Cada edição do Escambo Fashion é ainda mais bacana do que foi a anterior. No começo, as pessoas eram muito tímidas para esse tipo de ação e as trocas rolavam mais entre as panelinhas. Mas com o tempo as meninas foram tomando gosto pela coisa e descobriram o quanto é legal trocar uma peça que está guardada há séculos no guarda-roupa por outra que amou, vai ser única original e fresquinha. E o que é melhor: sem precisar desembolsar um tostão. No processo, a pergunta é quase sempre a mesma "É lindoooo! Por quê você está trocando???" As respostas são as mais variadas - Porque ficou curto, eu engordei, enjooei, lembra meu ex-namorado (a), enfim... eu não me canso de escutar as justificativas e de perceber o valor embutido em cada peça. Ontem por exemplo, eu troquei uma blusa que eu gostava muito, mas nunca consegui usar porque eu achava que me fazia parecer um elefante, por um arco de cabelo. O arco é lindo, com uma flor de couro preta e delicada. O valor de cada uma? Para mim, a explicação da Dani Brito é a melhor: as coisas valem o seu desejo por elas.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Escambo!!


Na edição passada do Escambo Fashion, a Ale, dona do café, resolveu inovar e chamou uma banda pra tocar na calçada. Resultado: foi todo mundo pra rua. Até a Lisa Simpson, com sua poderosa máquina de costura ficou na calçada, ao lado das araras de roupas, customizando peças para quem queria. Agora resolvemos repetir a dose em duas etapas. Primeiro tem Wilma Ribeiro e depois a banda Subburbia vai tocar também. Trocar as peças que estão perdidas no nosso guarda-roupa, sem gastar nadinha já é uma coisa boa, imagina fazer isso ao som de música boa da melhor qualidade, um café gostoso e uma empanada quentinha? Tudo isso vai acontecer no sábado, na sétima edição do Escambo Fashion. Não esqueça de levar os cabines e já pra rua! O Hacienda Café fica na Prudente de Moraes, quase esquina com a Carlos de Carvalho e o escambo acontece a partir das 15 horas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Imagem & ação


"Mãe, eu prefiro o sal da menininha, porq não dá olheiras!"

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dicionário


"Mãe, ausente é um tipo de azeite?", a menina pergunta. Acho graça e rio sozinha porque tem lá sua lógica. Ela nem dá bola e continua a caçar palavras no Dicionário Infantil. Há algum tempo, exausta com suas perguntas infinitas, disse pra ela que existia um livro que dava muitas respostas. Fomos até a livraria e pedi todas as versões de dicionários infantis .Ela escolheu uma edição ilustrada da Saraiva muito bacana e desde então anda com o livro pra cima e pra baixo e é o seu preferido pra hora de dormir. Eu também queria um livro que tivesse todas as respostas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Glossário

"Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede a data de seu aniversário. Nessa época, a cada ano, você fica mais sensível e precisa se dar a si mesmo(a) mais atenção. Durante essa fase, recomenda-se fazer um balanço de sua vida e quando se deparar com problemas, esforce-se por resolvê-los. "

(Tô me esforçando...)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

Pisando em ovos


Eu não sei se eu sonhei, alguém me contou ou se li em algum lugar. O fato é que há um tempão ando querendo testar um ingrediente extra na omelete: creme de leite. Hoje fiz assim: bati dois ovos, sal a gosto, pimenta do reino ralada na hora, abobrinha ralada, cenoura ralada, queijo parmesão ralado. Bati bem os ovos e acrescentei um pouco de creme de leite. O equivalente a uma colher bem cheia. Medo. Coloquei na panquequeira já quente e com um pouquinho de manteiga. Deixei tostar de um ladinho e apenas dobrei. Ele fica molinho por dentro e bem, bem macio. Acho que por causa do creme de leite, não sei... Servir em um prato com folhinhas verdes frescas (eu não tinha, mas imaginei), tomatinhos cerejas e riscos de azeite de oliva extra-virgem. Uma delícia para salvar a noite de sábado da pizza.

Lógica

Empenhada em observar e entender a lógica dos castigos e naquela fase que não quer tomar banho quando eu mando e nem tampouco sair do chuveiro quando eu mando, Helena veio com essa:
- Mãe, por que eu não posso ir à livraria hoje?
- Porq vc fez manha lá da última vez que fomos e agora está de castigo.
- Por que eu fiquei sem ir na casa da Marina?
- Porq vc fez manhá lá uma vez, lembra? Depois pôde voltar, quando prometeu não fazer mais.
- E se eu fizer manha no shopping?
- Fica sem ir ao shopping, ué!
- E se eu fizer manha na praça?
- Não pode mais ir à pracinha, oras!
- E se eu fizer manha no banho???? (com os olhinhos brilhando achando que ia escapar...)

Curtas


É da mesma leva que "Paris, eu te amo", mas eu nem tinha ouvido falar (é que tenho escutado muito pouco nos últimos... humm... meses). Nem todas as histórias são interessantes, mas para quem tem se emocionado até com "Ou eu o cachorro" da GNT vale. A surpresa (pra mim) foi ver Scarlett Johansson e Natalie Portman como diretoras...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

solidão

A solidão assopra quando...
... o chuveiro queima às 6 da manhã e vc não tem pra quem pedir a toalha e nem pra quem praguejar;
...quando vc cozinha magnificamente e desenha pratos engraçadinhos;
...quando vc não cozinha;
...quando vc pensa em desistir;
...quando vc pensa em seguir em frente;
...quanto tudo que vc quer é ver o o último episódio da temporada de Brothers & sisters e nada, nada é mais importante;
...quando vc só quer dormir com os 4 cobertores que tem na casa;
ou quando a insônia te obriga a deixar a tv, o computador e as luzes acesas. E a conta aumenta.
...só.
... a solidão sopra uma brisa fresquinha, mas nem sempre é ruim.
às vezes refresca.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Meu malvado favorito


A primeira coisa que pensei quando o filme acabou foi: quando será que lançam o DVD? Quero ver de novo, de novo e de novo. Ter o álbum de figurinhas e a trilha sonora (que, aliás, é mais uma das coisas boas do filme). Corre lá.

Bananas!

Se eu soubesse que faria tanto sucesso teria tentando antes! É uma receita muuito simples (Helena fez praticamente sozinha) e virou o novo hit das sobremesas caseiras daqui de casa. E pra completar é muito saudável. Combinação melhor, impossível. Olha só como é fácil:

Ingredientes: uma dúzia de bananas cortadas em rodelas, 6 colheres de sopa de farinha integral, 6 colheres de sopa de açúcar mascavo e uma colher de sopa de fermento em pó misturadinhos em um recipiente, dois ovos batidos em um copo de leite, canela em pó e duas colheres de manteiga.

Modo de preparo: Espalhe metade das bananas em um refratário untado, coloque uma colher de manteiga derretida por cima, a canela e metade da mistura de farinha e açúcar. Repita a operação. Por fim, despeje o copo de leite batido com os ovos. Leve ao forno por uma meia hora ou até dourar e criar casquinha em cima. Eu finalizei com uns pauzinhos de canela e servi quentinha com umas gotinhas de leite condensado pra enfeitar o prato. Não sobrou muita coisa pra contar história...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Solicitação

Querido Anjo da Guarda: não precisa ser uma de girafa como essa que já procurei e nunca encontrei, mas por favor, me dê uma chaleira de presente de aniversário. Eu prometo que nunca, nunca mais saio de manhã e deixo a chaleira no fogo para voltar só a noite. Eu sei que você teve um trabalhão para manter minha cozinha, minha sala, meu apartamento e meu prédio intacto e deve ter se queimado um bocado tentando evitar incidentes maiores. Pelo estado da minha última chaleira, que nem tampa sobrou, sei que você está evitando que eu tome chá pelos próximos 89 anos, mas por favor, tá frio e eu tenho que esquentar a caneca d´água no micro. O chá fica péssimo. Conto com seu perdão. Amém.

domingo, 25 de julho de 2010

Resumo da ópera


Eu ainda não tinha ouvido falar no livro "90 Clássicos para Apressadinhos", de Henrik Lange. Mas achei a ideia bem divertida!

sábado, 24 de julho de 2010

As voltas que o mundo dá


Eu tinha 14 anos quando minha mãe decidiu sair de Curitiba e ir para o Nordeste. Não tive nem tempo de me despedir dos amigos. Entrei chorando na Caravan marrom pra uma interminável viagem de 4 dias até chegar ao destino: Campina Grande, na Paraíba. No caminho, só conseguia ler Trapo, do Cristóvão Tezza, e resmungar. Até hoje sei como o livro começa: "Tentei de novo falar com você essa madrugada. As feras da sua família são estúpidas numa insistência que me impressiona" (a primeira vez que fui entrevistar o Tezza, essa frase não me saia da cabeça...). No mesmo dia que cheguei já fui para a escola. Um abismo cultural. Eu não conseguia entender o que a professora falava. Eu não sabia onde estava e nem queria ficar ali. Até que uma garota de cabelo compridão virou pra mim e disse: "Tu tens uma borracha que apague lápis-tinta?". Devo ter ficado uns 3 minutos tentanto entender que ela queria um lápis-borracha para apagar caneta ou algo parecido. Solidária, ela deve ter percebido que eu era de outro planeta e decidiu me ajudar na aterrisagem. Coincidentemente, a irmã dela era casada com um primo meu, que eu nem conhecia. Mas as nossas famílias ficaram muito amigas. E nós também. Foram dois anos de convívio, interrompidos por um incidente absurdo que fez com que voltássemos pra Curitiba. Entrei chorando no avião e nem lembro o que estava lendo. Só conseguia ficar muda. De lá pra cá, muitas coisas aconteceram. É um tempão! Mas nunca deixei de falar com minha amiga. Trocamos cartas e cartas. Nos formamos em Jornalismo na mesma época. Perdemos as primeiras coisas na mesma época. Ganhamos outras na mesma época também. Eu tive Helena e ela Laura. Agora, 20 anos depois, nos encontramos fisicamente pela primeira vez. Ela veio com a família passar uns dias em Curitiba. Chorei no aeroporto, num reencontro de Thelma e Louise. E aqui era como se nunca tivéssemos deixado de nos ver. A família dela é linda! Eu me apaixonei por Laura e Helena ficou super a vontade com todos. A semana passou voando. Eles foram embora e deixaram o tempo comigo. E uma sensação de querer só coisas boas lapidadas em mim. Assim fica mais fácil passar as horas.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Diálogo de um manhã de sexta

- Helena, para de mexer a cabeça!
- Por quê?
- Porque fica mais fácil pentear seu cabelo!!!
- E por que você tem que gostar das coisas mais fáceis?"

(... não respondi, obviamente...)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Deu branco



Eu tento escrever aqui... mas não consigo. Quando a noite chega, sou só um restinho de mim. Amanhã me recupero. Amanhã. Espero.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pílulas

De vez em quando, coloco umas pérolas da Helena no Facebook só pra não esquecer depois. É engraçado ver a reação das pessoas, que comentam, "curtem" e se divertem comigo com as tiradas da menina. Uma breve retrospectiva:

"Mãe, a gente nunca escapou uma montanha..." (Helena, querendo ser alpinista)

"Mãe, por favor, não seja tão dramática!" (Helena, depois de me escutar praguejando discretamento ao pegar mais um sinal fechado)

"Mãe, pelos meus cálculos você pegou o caminho errado" (Helena, acertando na mosca)

"Meu deus do céu! Como isso é bom!" (Helena, comendo queijo de cabra do Armazém Rio Grandense)

"Mãe, que lugar tem mais estrela cadente? - Humm... não sei filha, acho que na praia. - Na praia??? Eu pensei que fosse no espaço..."

Crítica mirim: "Mãe, as vozes das cantoras são tão parecidas, né? Eu nunca sei se é a Fernanda Takai, a Adriana Calcanhoto ou a Marisa Monte cantando..."

Da série perguntas sem respostas: "Mãe, a vida é uma grande ilusão?" (hã? ela não deveria ter um pouquinho mais de seis anos pra perguntar isso?)

"Helena, como vc é tão boa no jogo de memória? - Ah, mãe, é fácil! É só ver com a mente!"

"Mãe, acho melhor vc arrumar uma lixeira pro escritório. Isso já está passando dos limites" (Helena, observando -indignada- o depósito do seu apontador de lápis abarrotado)

sábado, 3 de julho de 2010

Como nasce uma insônia

Acordei com sede às 03h27. Enquanto bebia água lembrei que tinha saído com o cachecol creme e não tinha mais visto. Refiz mentalmente a trajetória do dia e lembrei que podia ter esquecido no salão, quando fui cortar o cabelo. Achei que podia estar no carro. Desci na garagem. Não estava. Fiquei pensando porque eles não tinham me ligado pra avisar que esqueci. Lembrei que comprei o cachecol em Belo Horizonte, da Mary Design. Ela tinha me mandando um e-mail que não deu tempo de abrir. Liguei o computador para procurar o e-mail. Achei. Uau, que bacana a nova coleção dela. Post novos no facebook... no blog dos amigos... o que será que está acontecendo em Brothers and Sisters... uma procuradinha no blog para saber. Olha só, está passando reprise agorinha. Ligo a televisão para ver um episódio, mas já tá claro lá fora e o reflexo da janela atrapalha. Bom dia!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Comida de infância

Todo mundo lembra de uma comida que gostava muito quando era criança. As minhas não são reproduzíveis... Coisas esquisitas como abóbora com leite, ovos caipira com milho verde ou bolinhos de arroz, feijão e farinha feitos com a mão. Nunca fiz nada disso pra Helena, mas tenho uma regra com ela: experimentar coisas novas pelo menos uma vez por semana. Foi numa dessas que ela provou macarrão com molho de espinafre, uma receita que eu tinha inventado no dia e que agora sou obrigada a fazer pelo menos ... sempre!

Ela simplesmente adora e quem prova garante que é bom mesmo. A Dani já me pediu pra fazer na casa dela (pra adultos) e as pessoas sempre ficam com vontade de provar, mesmo que eu aproveite o espinafre pra fazer uma receita mais bacana e sofisticada. Mas não adianta, a receita pegou e Helena adora recitar por aí que é o prato preferido dela. A quem interessar possa:

Refogue na manteiga meia cebola e um dente de alho. Coloque meio maço de espinafre sem os cabinhos, só as folhinhas verdes e tenras. Quando as folhas murcharem e ficarem verdinhas, acrescente um copo de leite já com uma colher de maisena dissolvida. Mexa bem. Coloque duas ou três generosas colheres de nata ou creme de leite fresco, mexa um pouco e bata muito bem no liquidificador. Volte para panela, coloque sal a gosto e despeje restinhos delicados de queijo (pode ser aqueles que sobraram na bandeijinha). Fica um delicioso molho verde para ser despejado em espaguetes, macarrão parafuso, borboleta ou das mais diversas formas.

Aproveite para brincar de restaurante e faça o papel de garçonete/mãe simultaneamente. A diversão é garantida e o jantar também! Eu garanto.

Depois do fim do mundo


A menina pergunta: "Para que lado fica o fim do mundo?". Eu não sei responder, mas enquanto atravessamos uma preferencial e durante o breve silêncio que ela costuma fazer após perguntas difíceis, eu fico pensando... Fica dentro de mim... e aqui dentro acontece várias vezes por dia, algumas de forma mais trágica, outras só porque tem que acabar mesmo, suavemente...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010