segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Post it

Para quem tem um tempinho. E quer um sorriso no canto esquerdo da boca.

Bem "fofo".


http://www.youtube.com/watch?v=zWlQeuMrIEw

Máxima


Para não esquecer: TUDO É UMA QUESTÃO DE MANTER A MENTE QUIETA, A ESPINHA ERETA E O CORAÇÃO TRANQUILO.

Domingo de sol


Insônia


Ainda bem que o reloginho aí embaixo está errado. Nem queiram saber que horas são...

LIvro do Desassossego



"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara -, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto."
Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'

Passa logo!

Passado não é Cronologia

O passado é um labirinto e estamos nele, um passado não tem cronologia senão para os outros, os que lhe são estranhos. Mas o nosso passado somos nós integrados nele ou ele em nós. Não há nele antes e depois, mas o mais perto e o mais longe. E o mais perto e o mais longe não se lê no calendário, mas dentro de nós.

Vergílio Ferreira, in 'Estrela Polar'

wikipedia


Passado
Imagem representativa da visão do tempo
O passado é uma parte do tempo e refere-se a todo e qualquer acontecimento em período de tempo anterior ao presente, sendo objeto da história, que identifica e classifica os eventos verificados.

Altas aventuras


- Mãe, qual o personagem que você mais gostou do filme?
- E a parte mais engraçada?
- E qual parte você achou mais triste?
- E a mais "salvante" ?
(hã?)

Perfil

Há três anos mais ou menos, escrevo semanalmente o Perfil, publicado aos domingos, na Folha de Londrina É uma das coisas que mais gosto de fazer - embora geralmente tenha pouco tempo para entrevistar e escrever. Pelo menos bem menos tempo do que gostaria. Na semana passada, conheci o Rodrigo Alárcon, uma graça de pessoa. Passei menos de meia hora com ele pra fazer a entrevista e tive menos tempo ainda pra escrever. Mas ele tem uma história bacana e a desvenda com tanta paixão que facilita bastante o trabalho de contar sua história (reproduzo aí embaixo). Como escrevo toda semana, aceito dicas de personagens interessantes. Alguém tem alguma?

Perfil Folha

Brilho sob medida

Designer paranaense inova criando joias exclusivas e personalizadas. Características como matéria-prima e formato são definidas de acordo com o estilo do cliente

Curitiba - As pedras dos rios e das fazendas da região dos Campos Gerais, no Paraná, sempre brilharam diferente para o pontagrossense Rodrigo Alarcón. Foi lá, onde passou a infância, que ele começou a gostar - e a colecionar - pequenas pedras brilhantes. O gosto pelos objetos ficou ainda maior quando ele se reunia com os primos e a grande família em torno da avó, que tinha uma penteadeira ''mágica''. Das gavetas dos móveis saiam pedras, joias e histórias que a avó relacionava com carinho: as que ganhara do marido ou aquelas que herdara da mãe. As histórias encantaram o então menino de tal forma que ele nunca pensou em seguir outra profissão senão a de designer de joias.
Na época, porém, a profissão era algo raro na capital paranaense, para onde ele se mudou aos seis anos. Na adolescência, no entanto, enquanto cursava Edificações no Cefet, Alarcón descobriu um meio próprio de desenhar as joias e presentear a família. Desenhava as peças e pagava para que alguém executasse o serviço. O método durou alguns anos, até ele decidir abandonar de vez o curso de Desenho Industrial (já estava no último ano) que fazia e partir definitivamente para o estudo detalhado da profissão.
Ele começou em território brasileiro, mas foi na Europa, onde passou cinco meses (na primeira temporada) que pesquisou a maior parte da história da joalheira, fazendo cursos específicos, passeando por museus e visitando joalherias que ele considera verdadeiros ''museus a céu aberto''. Isso foi em meados da década de 80. Quando ele retornou ao país, foi direto para Anápolis, berço das gemas no Brasil, onde passou mais um ano estudando a lapidação artesanal. De volta a Curitiba, onde escolheu viver, Alarcón deu início a uma atividade pouco comum, mas que está ganhando cada vez mais adeptos (e adeptas): a confecção de joias sob medida. Recentemente, ele levou três meses para criar uma coroa e um rosário personalizado para uma noiva curitibana. ''Hoje tem a cultura de que as pessoas podem vestir joias para todas as ocasiões, mas não é bem assim. Existem situações especiais em que as pessoas querem se sentir especiais e é para essas ocasiões servem as joias personalizadas'', conta.
Funciona assim: ele faz uma pequena entrevista com a ''candidata'' e investiga a personalidade dela para, a partir daí, criar um conceito próprio, que tenha a ver com o estilo de cada cliente. As peças são únicas, e dentro dessa premissa, Alarcón já conquistou seguidores em vários cantos do mundo. Há dois anos, por exemplo, ele promoveu uma exposição peculiar, ''Elos da Terra - Lazos da Terra'', envolvendo joalheiros do Brasil e Argentina em uma exposição simultânea. ''Havia as joias dos brasileiros e vídeos e fotos das joias argentinas e vice-versa. Os visitantes daqui podiam conversar com os visitantes de lá por um programa de bate-papo virtual'', lembra Alarcón.
A mostra aconteceu na loja do designer, que ele mantém há seis anos na Galeria Design Center, em Curitiba, mesmo local de seu escritório. Atualmente, ele trabalha com uma equipe de oito pessoas e outras dez prestam serviços para ele periodicamente para atender a demanda.
A confecção de joias personalizadas é a principal atividade do paranaense, mas ele também lança várias coleções temáticas anuais, como as mais recentes em homenagem a estilistas famosos. Mas outras atividades também estão se expandido em seu ateliê, como a customização e o restauro de joias antigas. Além de encomendarem peças exclusivas, as pessoas também estão ganhando o hábito de customizar as joias, conforme conta Alarcón. Ou seja: pedir outro formato com a matéria-prima do acessório original. ''Ninguém quer investir R$ 200 ou R$ 500 mil numa joia. A realidade mudou. As pessoas customizam ou fazem peças com materiais nobres, mas não tão caros como o diamante, por exemplo''.
Materiais sustentáveis também estão na mira da equipe de Alarcón. A prata utilizada por ele, por exemplo, é obtida por meio de material purificado, sem extração e sem agressão ao ambiente. ''Essa é também uma tendência'', afirma. Para o futuro, Alarcón quer manter essas premissas, mas também promover exposições semelhantes a ''Elos da Terra'' com outros países do Mercosul. Continuar viajando, sempre, também está nos seus planos. Uma forma, segundo ele, de conhecer mais sobre a história das joias e traçar um paralelo com a realidade. ''Muitas pessoas acham que joia é algo futil. Mas estão enganadas. Por meio das joias é possível conhecer a história e a tradição dos povos'', salienta. E Alarcón quer escrever a própria história com brilho.

Katia Michelle - Equipe da Folha

sábado, 29 de agosto de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Twitter


Para o alto e avante

La vida tiene que seguir y el amor siempre ayuda.

(Medea Olga Lastra)

Twitter


Um estudo da empresa Pear Analytics, do Texas, sobre o twitter nos Estados Unidos, pegou mensagens aletórias do twitter a cada 30 minutos, de segunda a sexta, por duas semanas. E então dividiram os tipos de twitt em seis categorias: a mais frequente - 40,55% - era o que eles chamaram de “pointless babble”, algo como blablabla sem sentido. “Comi um sanduíche”. “Estalei o dedão do pé”. “Vou beber a saideira”.
Em segundo lugar (37.55%) ficaram as conversas entre amigos - coisa que nem todo mundo entende. Em terceiro, os RTs, o seja, os twitts que são passados de uma pessoa para outra. Em quarto, as promoções: mensagens corporativas, de produtos e serviços. Em quinto (3,75%) vêm os spams do miniblog, tipo “veja como conseguir 3 mil seguidores em uma semana”. Só em sexto lugar (3,6%) estão as notícias.
Resumo: o twitter é mesmo o lugar do blablabla. Os pesquisadores da Pear Analytics dizem que começaram a pesquisa certos de que haveria um percentual muito maior das promoções corporativas e mesmo das notícias. Não imaginavam que o blablabla sem sentido fosse tão grandioso.

A pesquisa americana mostra ainda que 5% dos twitteiros são responsáveis por 75% de todas as mensagens. Vinte por cento estão mortos, ou seja: abriram seu twitters e nunca puseram uma só mensagem. Só 5% têm mais de 100 seguidores. Veja o gráfico acima. Outra análise do estudo tenta explicar por que os adolescentes, loucos por mídias sociais, não embarcaram no twitter como no facebook, por exemplo. A resposta é que o twitter não seria tão seguro para eles. Enquanto no Facebook ou no MySpace eles podem selecionar a quem querem estar conectados, isso não ocorre no twitter, que é aberto a quem quiser ler tudo que se escreve, a qualquer momento - mesmo que não seja seguidor.
(roubado honestamente daqui)

Coisas que o vento não leva


O pesadelo da menininha é de partir o coração. Ela acorda sobressaltada contando: estávamos- eu e ela- em um balão e ventou tanto, tanto, tanto, que nossa mão se "partiu" e o vento me levou. E ela chorava e chorava. Eu também. Discretamente. Mas tem coisas que o vento não leva, filhinha.

A vida secreta das abelhas


Fui na cabine do filme "A Vida Secreta das Abelhas", longa baseado no best seller da autora americana Sue Monk Kidd e dirigido por Gina Prince-Bythewood. Com Dakota Fanning (ela não é mais apenas uma garotinha), no papel principal, o longa parece uma sessão da tarde dos anos 80. Daquelas que não tinham preocupação com a censura e levavam crianças e adolescentes às lágrimas nos dias de folga da semana. Até Dakota tem uma atuação forçada e a vida fora da realidade das irmãs August, June e May em um apiário convence só até o ponto de uma coincidência pouco provável e que dá ares de reviravolta mexicana ao filme. Mas independente disso, também derrubei algumas lágrimas. Estava muito cansada e vulnerável, um prato cheio para um roteiro assim. E o que mais pegou foi sobre o tema que, acredito, era para ser central, mas que se perde diante de tantas excentricidades: o perdão. Lily (Dakota) mata a mãe em um acidente, convive com um pai mentiroso e violento e para onde vai leva o mundo real - e suas adversidades - com ela. Uma catástrofe. Mas o crescimento, a maturidade e a vida a ensinam que há perdão para tudo e ele pode ser encontrado dentro da gente. Dá mais força, dizem, e coragem para viver. Uma bela lição para uma manhã chuvosa, a trabalho, mas nada que não se possa aprender com a realidade. Ela está cheio de exemplos. Eu ainda não segui nenhum.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

O cravo e a Rosa


Uma gracinha de espetáculo infantil. Inteligente e bem produzido como há muito nós não víamos. Tem um cogumelo genial, que faz os pais gargalharem e canções bonitinhas que fizeram os olhos da Helena marejarem. Nós recomendamos. Fica até setembro no Teatro Regina Vogue, aos sábados e domingos às 16 horas. Para quem não tem mais medo da gripe.

Lâmpada



Eu tenho medo de trocar lâmpadas. Eu tenho preguiça de arrumar a cama. Eu gosto de ver TV enrolada em cobertor. Não cozinho quando estou sozinha. Tenho pensamentos nefastos, mas os afasto. E não faria mal há uma mosca que não estivesse zumbindo sem parar no meu ouvido. Mas tem gente que faz.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Voltei

Tá bom! Tá bom! Já voltei! Só queria dar uma arejada, mudar de cores, de ares, deixar tudo mais clean e deixar a fase negra pra trás. Mas já retornei sra. Vilela e Sr. Linhares. O cliente é quem manda.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Trapo


Eu já gostava do Cristovao Tezza bem antes dessa folia que se transformou O filho eterno. O livro é bom, sim, mas Tezza tem outros bem melhores. O meu preferido é Trapo, publicado na década de 80 e que até hoje eu lembro da frase de início - "Tentei de novo falar com você essa madrugada, mas as feras da tua família são estúpidas numa insistência que me impressiona" (ou algo bem parecido). Já tive uns seis exemplares do livro, mas sempre dou pra alguém. Então foi realmente uma surpresa quando eu estava na casa do meu amigo Kraw Penas e um dos inúmeros convidados que passam por lá disse "eu sou o Trapo" (ou algo bem parecido). É claro que fui checar com o próprio escritor, já que calhou de eu ter uma pauta sobre ele. E não é que era verdade? Voltei lá no Kraw e exigi uma entrevista exclusiva do talzinho. Ora, ora. Ele concedeu com a maior simpatia e o resultado vai poder ser conferido na próxima edição da Revista More, em setembro. Aguardem e enquanto isso, façam suas apostas. Quem é o cara que inspirou o personagem?

oooi


literatura cura?


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Salve Jorge!



Depois de hoje, não custa publicar. Amém.

Oração a São Jorge


Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por Nós.

down

eu entrei na sala e vi aquele menina lá no cantinho, com a meiguice típica dos portadores de síndrome de down. estava desenhando num caderninho rosa. cumprimentei, peguei o que tinha que pegar e já estava de saída quando ela disse - eu tenho uma pergunta. eu sorri e voltei os passos, interessada. - você tem um diário? mas antes que eu respondesse ela se adiantou - você escreve nele as coisas que o seu namorado ou marido diz pra você? ela não me deixou responder e foi logo mostrando o caderninho dela. disse que estava ali escrevendo e esperando que alguém dissesse ou fizesse alguma coisa pra contar pro diário. é isso que a gente faz por aqui também não é? contar as coisas que as paredes não querem mais ouvir. publicar o que outros já contaram porque não dá mais tempo de mostrar. tem casa, supermercado, criança, trabalho, contas, lixo e outras dezenas de afazeres pelo caminho. e quando dá tempo a gente já esqueceu. porque no meio disso tudo tem que viver também. eu queria contar mais coisas, mas queria esquecer outras. eu tenho vivido muito no mundo real. não dá tempo de fantasiar. e a realidade, olha, não tem sido das mais coloridas. alguém aí pode colocar um prisma nesse sol?

Notas

..." seu pai batia em você?

eles se revezavam.

pensei que tinha apenas um pai.

todo homem tem. o que quero dizer é que a minha mãe dava as dela.

ela amava você?

somente como uma extensão de si mesma.

o que mais pode ser o amor?

o senso comum de querer muito alguma coisa boa. não precisa estar relacionado por laços de sangue. pode ser uma bola de praia vermelha ou uma fatia de torrada com manteiga.

você está querendo dizer que você pode AMAR uma fatia de torrada com manteiga?

somente algumas, senhor. em determinadas manhãs. sob determinados raios de sol. o amor chega e vai embora sem avisar."


(chrles bukowski - 1920 - 1994)

sábado, 15 de agosto de 2009

Eu disse


Pode até ser propaganda enganosa, mas a oferta está ótima. Já paguei bem mais caro por amores imperfeitos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Melhor presente do mundo

Ela acordou cedinho e foi buscar umas coisas que tinha escondido embaixo do armário: um desenho lindo de princesa, com coroa, cajados e muitos badulaques pendurados, todo enfeitadinho. Ela diz que sou eu. Mas o que mais emociona não é ser chamada de princesa pela adorável pessoinha. Ela pegou uma caixa de papelão, esfarelou um sabonetinho do banheiro e encheu de água. "Mãe, fiz um perfume suuuuper cheiroso pra você. Feliz aniversário!" e me entregou aquela lambança de papel e sabão que tem o melhor aroma do mundo: o do seu amor por mim.

Aniversário


... No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo! Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez.
Por uma viagem metafísica e carnal. Com uma dualidade de eu para mim...Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes! Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos. O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa. No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...Pára, meu coração! Não penses! Deixa o pensar na cabeça! Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus! Hoje já não faço anos. Duro. Somam-se-me dias. Serei velho quando o for. Mais nada. Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!... (Fernando Pessoa)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Amor-perfeito

Passou tão rápido que não deu tempo de fotografar. Mas juro que vi, no trânsito, uma kombi circulando com o cartaz "Amor perfeito em promoção: R$ 6,99". Quero o telefone desse jardineiro!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O processo



Meu pedido de internet é quase como O Processo, do Kafka. Mas tudo bem. Eu acredito em fadas....

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Como "ter" amigos

A menininha escutou um nome igualzinho ao da nova amiga, que conhecera em São Paulo: Nana. E logo disparou: "Eu também tenho uma Nana". Não disse "tenho uma amiga que se chama Nana". Nem "também conheço alguém com esse nome". Ela tem uma "Nana", oras...Assim como a gente quer ter pertinho as coisas que gosta...Eu tenho um Marco, uma Ronise, uma Dani, uma Ale, uma Ana e mais um monte de gente legal. Que bom, hein!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

sistema lento

ficar sem telefone e internet em casa está me deixando histérica. e estou contabilizando o tempo no telefone para tentar contratar o serviço. de manhã foram 50 minutos com a net. a tarde, 40... e nada de conseguir. a resposta é sempre a mesma "o sistema está lendo senhora. gostaria de estar aguardando?" não. não gostaria... gostaria de estar sendo atendida...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

desedificante

Não vou mais falar de amor
De dor, de coração, de ilusão
Não vou mais falar de sol
Do mar, da rua, da lua ou da solidão
Meu vício agora é a madrugada
Um anjo, um tigre e um gavião
Que desenho acordada
Contra o fundo azul da televisão
Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar...é voar
Não vou mais verter
Lágrimas baratas sem nenhum porque
Não vou mais vender
Melôs manjadas de Karaokê
E mesmo assim fica interessante
Não ser o avesso do que eu era antes
De agora em diante ficarei assim...
Desedificante

senil

isso de estar ficando velhinha não tá me fazendo bem. acabei de encontrar a ingrid guimarães no café da manhã do hotel e a cumprimentar como se fosse uma assessora do evento que estou cobrindo. ora, era o único rosto conhecido... pelo menos não pedi ajuda com as malas...

Bobby McFerrin

http://www.youtube.com/watch?v=ne6tB2KiZuk&eurl=http%3A%2F%2Fkibeloco%2Ecom%2Ebr%2Fkibeloco%2F&feature=player_embedded

domingo, 2 de agosto de 2009

controle remoto


Tenho o péssimo (?) hábito de ficar zapeando sem parar os canais de televisão. Em casa, são poucos, mas aqui desse quarto de hotel, com as dezenas de possibilidades, fico brincando de mensagem. "O que tens pra me dizer, ó grande caixa mágica?" É só trocar indiscriminadamente e parar numa frase. Veja o que acontece:
- "De que adianta curar as neuroses se o desejo acabou?"
-"Você não quer que eu seja feliz"
- "O que me encanta são as possibilidades de mudança"
- "Diga que me ama, mesmo que não seja tecnicamente verdade"
- "Cometi muitos erros no passado, mas estou me endireitando e tenho que fazer isso sozinho"
- "Ficar na garagem não o torna um Cadillac"
ho ho ho
Melhor que jogo de tarot.

Escher!


Eu já conhecia o prédio em que estou morando porque o Marquinho Jacobsen, meu grande melhor amigo e tao do trio (né ,Rô?) morou lá. Sempre que entrava achava que conhecia aquele cenário de algum lugar. Agora que mudei (e o Marco nem mora mais lá...) entendi tudo. As escadas são quase as mesmas desenhadas por Escher. Juro. Pesquisando as imagens pra provar (vou tentar fotografar, mas não é tarefa fácil), achei isso também:

"Três planos de gravitação agem aqui verticalmente uns sobre os outros. Três superfícies terrestres, vivendo em cada uma delas seres humanos, intersectam-se em ângulo recto. Dois habitantes de mundos diferentes não podem andar, sentar-se ou ficar em pé no mesmo solo, pois a sua concepção de horizontal e vertical não se conjuga. Eles podem, contudo, usar a mesma escada. Na escada mais alta das aqui representadas, movem-se, lado a lado, duas pessoas na mesma direcção. Todavia, uma desce e a outra sobe. É claramente impossível um contacto entre ambas, pois vivem em mundos diferentes e não sabem, portanto, da existência uma da outra."
(Escher, 1994, p.15)
Coincidências existem?

Fotografei com os olhos

Cenas que vi, mas não fotografei, no caminho entre aeroporto e hotel:

- Uma menina mirrada, de uns 6 anos, descalça, carregando um bebê de poucos meses no colo de maneira desajeitada. Não vi adultos por perto.

- Um pai solitário, de terno e gravata, com uma garotinha nos braços, dormindo acolhida. Ele a olhava, enquanto esperava para atravessar a rua. E sorria quietinho.

- Roupas coloridas dançando num varal de rua.

- Minha vida lá fora.

Mantenham os cintos afivelados


É a terceira vez que venho para São Paulo em menos de dois meses. Coincidência ou não, em todos os voos passamos por incríveis "áreas de instabilidade" lá em cima. Não tive medo. Mas não seria má ideia ter alguém para segurar a mão nas turbulências. No ar ou em terra.