segunda-feira, 31 de agosto de 2009
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Bem "fofo".
http://www.youtube.com/watch?v=zWlQeuMrIEw
Máxima

LIvro do Desassossego

"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara -, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto."
Passa logo!
O passado é um labirinto e estamos nele, um passado não tem cronologia senão para os outros, os que lhe são estranhos. Mas o nosso passado somos nós integrados nele ou ele em nós. Não há nele antes e depois, mas o mais perto e o mais longe. E o mais perto e o mais longe não se lê no calendário, mas dentro de nós.
Vergílio Ferreira, in 'Estrela Polar'
Altas aventuras
Perfil
Perfil Folha
Designer paranaense inova criando joias exclusivas e personalizadas. Características como matéria-prima e formato são definidas de acordo com o estilo do cliente
Curitiba - As pedras dos rios e das fazendas da região dos Campos Gerais, no Paraná, sempre brilharam diferente para o pontagrossense Rodrigo Alarcón. Foi lá, onde passou a infância, que ele começou a gostar - e a colecionar - pequenas pedras brilhantes. O gosto pelos objetos ficou ainda maior quando ele se reunia com os primos e a grande família em torno da avó, que tinha uma penteadeira ''mágica''. Das gavetas dos móveis saiam pedras, joias e histórias que a avó relacionava com carinho: as que ganhara do marido ou aquelas que herdara da mãe. As histórias encantaram o então menino de tal forma que ele nunca pensou em seguir outra profissão senão a de designer de joias.
Na época, porém, a profissão era algo raro na capital paranaense, para onde ele se mudou aos seis anos. Na adolescência, no entanto, enquanto cursava Edificações no Cefet, Alarcón descobriu um meio próprio de desenhar as joias e presentear a família. Desenhava as peças e pagava para que alguém executasse o serviço. O método durou alguns anos, até ele decidir abandonar de vez o curso de Desenho Industrial (já estava no último ano) que fazia e partir definitivamente para o estudo detalhado da profissão.
Ele começou em território brasileiro, mas foi na Europa, onde passou cinco meses (na primeira temporada) que pesquisou a maior parte da história da joalheira, fazendo cursos específicos, passeando por museus e visitando joalherias que ele considera verdadeiros ''museus a céu aberto''. Isso foi em meados da década de 80. Quando ele retornou ao país, foi direto para Anápolis, berço das gemas no Brasil, onde passou mais um ano estudando a lapidação artesanal. De volta a Curitiba, onde escolheu viver, Alarcón deu início a uma atividade pouco comum, mas que está ganhando cada vez mais adeptos (e adeptas): a confecção de joias sob medida. Recentemente, ele levou três meses para criar uma coroa e um rosário personalizado para uma noiva curitibana. ''Hoje tem a cultura de que as pessoas podem vestir joias para todas as ocasiões, mas não é bem assim. Existem situações especiais em que as pessoas querem se sentir especiais e é para essas ocasiões servem as joias personalizadas'', conta.
Funciona assim: ele faz uma pequena entrevista com a ''candidata'' e investiga a personalidade dela para, a partir daí, criar um conceito próprio, que tenha a ver com o estilo de cada cliente. As peças são únicas, e dentro dessa premissa, Alarcón já conquistou seguidores em vários cantos do mundo. Há dois anos, por exemplo, ele promoveu uma exposição peculiar, ''Elos da Terra - Lazos da Terra'', envolvendo joalheiros do Brasil e Argentina em uma exposição simultânea. ''Havia as joias dos brasileiros e vídeos e fotos das joias argentinas e vice-versa. Os visitantes daqui podiam conversar com os visitantes de lá por um programa de bate-papo virtual'', lembra Alarcón.
A mostra aconteceu na loja do designer, que ele mantém há seis anos na Galeria Design Center, em Curitiba, mesmo local de seu escritório. Atualmente, ele trabalha com uma equipe de oito pessoas e outras dez prestam serviços para ele periodicamente para atender a demanda.
A confecção de joias personalizadas é a principal atividade do paranaense, mas ele também lança várias coleções temáticas anuais, como as mais recentes em homenagem a estilistas famosos. Mas outras atividades também estão se expandido em seu ateliê, como a customização e o restauro de joias antigas. Além de encomendarem peças exclusivas, as pessoas também estão ganhando o hábito de customizar as joias, conforme conta Alarcón. Ou seja: pedir outro formato com a matéria-prima do acessório original. ''Ninguém quer investir R$ 200 ou R$ 500 mil numa joia. A realidade mudou. As pessoas customizam ou fazem peças com materiais nobres, mas não tão caros como o diamante, por exemplo''.
Materiais sustentáveis também estão na mira da equipe de Alarcón. A prata utilizada por ele, por exemplo, é obtida por meio de material purificado, sem extração e sem agressão ao ambiente. ''Essa é também uma tendência'', afirma. Para o futuro, Alarcón quer manter essas premissas, mas também promover exposições semelhantes a ''Elos da Terra'' com outros países do Mercosul. Continuar viajando, sempre, também está nos seus planos. Uma forma, segundo ele, de conhecer mais sobre a história das joias e traçar um paralelo com a realidade. ''Muitas pessoas acham que joia é algo futil. Mas estão enganadas. Por meio das joias é possível conhecer a história e a tradição dos povos'', salienta. E Alarcón quer escrever a própria história com brilho.
Katia Michelle - Equipe da Folha
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Em segundo lugar (37.55%) ficaram as conversas entre amigos - coisa que nem todo mundo entende. Em terceiro, os RTs, o seja, os twitts que são passados de uma pessoa para outra. Em quarto, as promoções: mensagens corporativas, de produtos e serviços. Em quinto (3,75%) vêm os spams do miniblog, tipo “veja como conseguir 3 mil seguidores em uma semana”. Só em sexto lugar (3,6%) estão as notícias.
Resumo: o twitter é mesmo o lugar do blablabla. Os pesquisadores da Pear Analytics dizem que começaram a pesquisa certos de que haveria um percentual muito maior das promoções corporativas e mesmo das notícias. Não imaginavam que o blablabla sem sentido fosse tão grandioso.
Coisas que o vento não leva
A vida secreta das abelhas

terça-feira, 25 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
O cravo e a Rosa

Lâmpada
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Voltei
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Trapo

terça-feira, 18 de agosto de 2009
Salve Jorge!

Depois de hoje, não custa publicar. Amém.
Oração a São Jorge
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge Rogai por Nós.
down
Notas

eles se revezavam.
pensei que tinha apenas um pai.
todo homem tem. o que quero dizer é que a minha mãe dava as dela.
ela amava você?
somente como uma extensão de si mesma.
o que mais pode ser o amor?
o senso comum de querer muito alguma coisa boa. não precisa estar relacionado por laços de sangue. pode ser uma bola de praia vermelha ou uma fatia de torrada com manteiga.
você está querendo dizer que você pode AMAR uma fatia de torrada com manteiga?
somente algumas, senhor. em determinadas manhãs. sob determinados raios de sol. o amor chega e vai embora sem avisar."
(chrles bukowski - 1920 - 1994)
domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Eu disse
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Melhor presente do mundo

Aniversário

quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Amor-perfeito
terça-feira, 11 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Como "ter" amigos
terça-feira, 4 de agosto de 2009
sistema lento
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
desedificante
De dor, de coração, de ilusão
Não vou mais falar de sol
Do mar, da rua, da lua ou da solidão
Meu vício agora é a madrugada
Um anjo, um tigre e um gavião
Que desenho acordada
Contra o fundo azul da televisão
Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar...é voar
Não vou mais verter
Lágrimas baratas sem nenhum porque
Não vou mais vender
Melôs manjadas de Karaokê
E mesmo assim fica interessante
Não ser o avesso do que eu era antes
De agora em diante ficarei assim...
Desedificante
senil
domingo, 2 de agosto de 2009
controle remoto

Escher!

"Três planos de gravitação agem aqui verticalmente uns sobre os outros. Três superfícies terrestres, vivendo em cada uma delas seres humanos, intersectam-se em ângulo recto. Dois habitantes de mundos diferentes não podem andar, sentar-se ou ficar em pé no mesmo solo, pois a sua concepção de horizontal e vertical não se conjuga. Eles podem, contudo, usar a mesma escada. Na escada mais alta das aqui representadas, movem-se, lado a lado, duas pessoas na mesma direcção. Todavia, uma desce e a outra sobe. É claramente impossível um contacto entre ambas, pois vivem em mundos diferentes e não sabem, portanto, da existência uma da outra."
(Escher, 1994, p.15)
Fotografei com os olhos
- Uma menina mirrada, de uns 6 anos, descalça, carregando um bebê de poucos meses no colo de maneira desajeitada. Não vi adultos por perto.
- Um pai solitário, de terno e gravata, com uma garotinha nos braços, dormindo acolhida. Ele a olhava, enquanto esperava para atravessar a rua. E sorria quietinho.
- Roupas coloridas dançando num varal de rua.
- Minha vida lá fora.